10 motivos para acreditar em Assassin’s Creed Empire no Egito Antigo

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Assassin’s Creed Empire é o grande nome da vez para a franquia dos Assassinos, mesmo sendo apenas um boato que vem ganhando cada vez mais força com o passar do tempo. O hiato criado pela Ubisoft no ano de 2016 fez com que a mídia e os gamers confabulassem acerca do que está previsto de novidade do mundo da franquia com relação ao seu carro chefe, onde a franquia nasceu: o jogo AAA.

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Amunet

O primeiro boato surgiu no começo de 2016, atrelado principalmente ao fato da ausência de um Assassin’s Creed triplo A no ano. Ao longo dos meses, quase nada foi confirmado pela Ubisoft, a não ser que o jogo realmente teria essa pausa.

Atualização

No começo de 2017, tivemos um leak de uma agenda de lançamentos para o Nintendo Switch, e Assassin’s Creed Empire (Egypt) estava lá

Fim da atualização

Isso fez com que o boato de Assassin’s Creed Empire, no Egito, só aumentasse. E, a presença deste tema na franquia é algo recorrente, o que reforça ainda mais o bato. Quem não lembra de Amunet em Assassin’s Creed II?

Enfim, muita coisa de Assassin’s Creed foi lançada durante o ano de 2016 e, ainda sem ele acabar, muitas outras estão para vir. Só fazendo uma recapitulação rápida, neste ano, foram:

Nos jogos para console: Assassin’s Creed Chronicles India e Assassin’s Creed Russia e a coletânea com os três (China, India e Russia) chamado apenas de Assassin’s Creed Chronicles.

Nos quadrinhos de Assassin’s Creed, houve a consolidação das HQs da Titan Comics, sendo a série mensal Assassin’s Creed (2015) e a ótima Templars, ambas pela Titan Comics. Não contente com suas duas séries mensais, ainda teremos Assassin’s Creed Conspirations, aguardadíssima por se passar na Segunda Guerra Mundial e, a também vindoura série Assassin’s Creed Last Descendants Locus.

Com os livros de Assassin’s Creed, afora os gameguides e outras versões, tivemos o anúncio da nova série Assassin’s Creed Last Descendants, mudando o público alvo e ampliando os horizontes da saga e o recente Assassin’s Creed Heresy, com Templários em destaque.

E, para mobile, tivemos pelo menos dois jogos mencionados: Assassin’s Creed Bloodsail e Assassin’s Creed Online: Alliance. Poderíamos contar também com Assassin’s Creed Identity, mas, como foi lançado anteriormente no oriente, deixemos para lá.

Além de tudo isso, tem a cereja do bolo: o filme de Assassin’s Creed sai bem no fim do ano (no Brasil, só no ano que vem). E para não dizer que não falei das flores, o recém-lançado boato de Assassin’s Creed Ezio Collection já tem até foto e, como todo mundo já imaginava, traz alguns dos jogos da antiga geração para PS4 e Xbox One.

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Suposta capa de Assassin’s Creed Ezio Collection

Tudo isso e uma galera dizendo que 2016 foi um ano sem Assassin’s Creed, ingênuos.

E a gente nem falou de Assassin’s Creed Empire. Pois bem, vamos aos motivos.

Assassin’s Creed Empire no Egito Antigo – Motivo #01: Liberdade criativa em um período histórico

A cada novo jogo de Assassin’s Creed, todos ficam se perguntando qual será o período histórico visitado e como ele será retratado no game. Desde quando Assassin’s Creed saiu do Oriente Médio para Itália Renascentista, cada novo jogo foi recebido com essa curiosidade acerca do período retratado. Isso culminou no último título da franquia, Assassin’s Creed Syndicate, sendo o primeiro jogo a se passar na Era Moderna.

E é aí que mora o problema. A cada novo avanço no tempo, Assassin’s Creed vai se deparando com mais problemas acerca da verossimilhança relacionada aos personagens da história. O que quero dizer com isso: a franquia sempre se vangloriou dos mistérios e fatos vagos da história da humanidade para se fazer uma ficção intrigante. Com a aproximação da modernidade, mais registros históricos podem ser encontrados e a franquia acaba tendo menos liberdade criativa para se ter uma ficção apoiada à verossimilhança.

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Montagem de fã, eu acho…

Torna o jogo impossível? Não, mas, perde-se a característica de possibilidade de existir. Exemplo, muitos personagens assassinados ao longo da franquia tiveram suas mortes “nunca confirmadas”. Ou seja, para o universo do jogo, aquele personagem histórico poderia ter morrido por um Assassino na vida real. Esse era um dos grandes baratos da franquia.

Esse tipo coisa, na verdade, já mostrava alguns possíveis furos de enredo no jogo. Exemplo: como que Jacob e Evie Frye já usavam uma manopla com o arpão e gancho para subir altas edificações de modo prático e Desmond, no tempo presente, ainda contava apenas com uma hidden blade maomeno? Sim, isso não é super grave, mas mostra que: ou os Assassinos realmente estão mega perdidos e não conseguiram nem achar um “projeto” de fabricação de uma hidden blade (pós-Cross, talvez – e a explicação segue esta linha) ou, a cada novo jogo, mais incongruências novas, criadas no passado, condenariam o tempo presente já apresentado em jogos anteriores na saga.

Uma boa solução para evitar isso seria, simplesmente, voltar para o passado.

Assassin’s Creed Empire no Egito Antigo – Motivo #02: Assassin’s Creed já esteve no Egito uma vez

Quem acompanha as outras mídias de Assassin’s Creed já conhece o Egito na franquia. Os quadrinhos da saga ” O cetro de Aset”, a segunda trilogia publicada pela editora francesa Les Deux Royaumes (editora da própria Ubisoft, por sinal), mostra a história de Jonathan Hawk, um membro da irmandade dos Assassinos que interage com Desmond, Lucy, Shaun e Rebecca no tempo presente da saga Assassin’s Creed.

Até aí, normal, mas Hawk revive as memórias de seu antepassado Numa Al’Khamsin, ou simplesmente, El Cakr, como é conhecido. A história desse Assassino se passa no Egito do século XIV. Se quiser saber mais sobre esta obra, recomendo a leitura da postagem sobre os quadrinhos de Assassin’s Creed.

assassins-creed-empire-egito-el-cakr-02Esses quadrinhos da Les Deux Royaumes, no entanto, são muito controversos. Isso porque, segundo a Ubisoft, a história narrada nessas HQs é dividida em duas partes, assim como os jogos: tempo passado e tempo presente. Até aí, normal.

O problema é que os quadrinhos estavam sendo publicados junto aos jogos e seus primeiros volumes tinham uma grande história sendo desenvolvido no tempo presente, ampliando as muitas características do personagem principal, Desmond Miles. Para vocês terem uma ideia, nessas HQs, Desmond e Lucy tinham uma relação mais íntima, mais intensa, sendo desenvolvida com informações adicionais aos jogos.

Mas, como todo mundo sabe, Desmond deixou de ser o protagonista em Assassin’s Creed III e, parece, não avisaram os roteiristas das HQs, pois, no volume 4, o personagem principal muda e se torna Hawk.

E eu disse que é controversa e você me pergunta, por quê?

Então, veja: segundo a Ubisoft, a história narrada no tempo presente NÃO é canônica. Mas a história no passado, referente aos descendentes do Desmond, essas, sim, fazem parte do enredo principal, interligado ao jogo. Só que aí fica a dúvida com relação ao segundo arco das revistas, já que não sabemos, exatamente, se Hawk e El Cakr são ou não canônicos. Hawk, provavelmente, não, mas aí o próprio El Cakr também ficaria vendido.

Assassin’s Creed Empire no Egito Antigo – Motivo #03: Assassin’s Creed já esteve no Egito duas vezes

Antes de mesmo de Assassin’s Creed Black Flag, já havia fotos e rumores pela Internet acerca de um tal Assassin’s Creed Osiris.

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Segundo as fontes, o jogo havia sido engavetado sem motivo claro aparente. Independente disso, pipocaram imagens e teorias sobre o jogo que vinha sendo desenvolvido pela Ubisoft Montreal. Agora, temos ainda mais crença de que aqueles boatos lá de 2012/13 eram verdadeiros. O projeto pode ter sido engavetado por causa de ideias muito mais ousadas que, na época, os consoles da geração não aguentariam.

Tudo isso dá MUITO combustível para um Assassin’s Creed Empire no Egito, já que, como todos sabem, projetos e jogos do tamanho de Assassin’s Creed levam anos para se concluir. Não seria nada estranho Assassin’s Creed Empire ter começado lá em 2012 com previsão de lançamento para 2016. Entretanto, como a geração de console atual e um forno micro-ondas fazem quase a mesma coisa, é possível que a Ubisoft tenha “adiado” o jogo até conseguir programar o que se almejava.

Mas, no cenário onde há muita reclamação com a “mesmice” de Assassin’s Creed, mais a presença de jogos como the Witcher III (o próprio desenvolvedor que soltou o boato, lá no começo do ano, mencionou a presença do Witcher III), é bem possível que a pausa de 2016 tenha dado o fôlego necessário para o jogo ter sido melhor desenvolvido, para uma entrega realmente fabulosa no ano de 2017 (os jogadores estão desde Assassin’s Creed Unity esperando algo realmente espetacular), ainda que o boato diga que o jogo estaria sendo refeito todo a partir do zero, aproveitando apenas as animações dos personagens.

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Esse mesmo boato que surgiu no 4chan (sempre lá) também menciona a volta dos cavalos, dos barcos, progressão do jogador e combate livre.

E finalizando este motivo, a Ubisoft já deu a dica: easter egg de um jogo no Egito em Assassin’s Creed IV Black Flag.

Quem joga Assassin’s Creed e lê todos os extras que aparecem dentro do gameplay já viu que a Ubisoft deu a letra, né? Lá em Assassin’s Creed IV Black Flag, quando você está lendo um daqueles e-mails trocando pelos funcionários da Abstergo, uma singela lista rouba a atenção:

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Sim, pequeno gafanhoto. Assassin’s Creed no Egito. E que pode ou não ser Assassin’s Creed Empire, claro. Mas isso quer dizer que esta lista já está cantando a bola? Só vamos saber de verdade se a Ubisoft quiser.

Assassin’s Creed Empire no Egito Antigo – Motivo #04: Já voltaram no tempo com o filme, ao invés de progredir

Como eu mencionei no primeiro item da lista, Assassin’s Creed tem um problema com relação à aproximação do tema ao tempo presente. Seja qual for o período histórico a ser explorado depois de Assassin’s Creed Syndicate, se a franquia decidir prosseguir na linha do tempo, a quantidade de documentos históricos existente faz com que a “liberdade criativa” seja mais limitada para as duas facções do jogo.

Assassin’s Creed surgiu com uma proposta muito clara, ser um jogo com plano de fundo histórico fidedigno, brincando com os fatos, fazendo com que os jogadores pudessem se sentir dentro da realidade do game (aliás, Assassin’s Creed (I) não tem legendas exatamente para manter a diegese, assim como a interface do Animus, vista por Desmond e pelo jogador).

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Talvez por isso, o filme de Assassin’s Creed tenha escolhido voltar no tempo e se aproveitar da abertura em criar mais ficção com muita conexão aos poucos fatos existentes.

Claro que o filme também se conecta a personagens que já apareceram na franquia, no caso, Assassin’s Creed II Discovery, quando Ezio Auditore visita a Espanha, então o tema do filme não só volta no tempo, como escolhe por explorar melhor algo que já teve contato com Assassin’s Creed.

Tudo isso para afirmar que Assassin’s Creed Empire é muito possível por acompanhar o filme e “reiniciar” a franquia voltando ao passado. E já que estamos falando nisso…

Aproveite para ler minha crítica ao filme de Assassin’s Creed

Assassin’s Creed Empire no Egito Antigo – Motivo #05: Reinício da franquia

Eu costumo separar os jogos principais de Assassin’s Creed em pelo menos três arcos, com relação ao tempo passado.

  • Maçã do Éden (Altair + Ezio): Assassin’s Creed (I), Assassin’s Creed II, Assassin’s Creed Brotherhood, Assassin’s Creed Revelations;
  • Saga das Américas: Assassin’s Creed III, Assassin’s Creed Black Flag IV, Assassin’s Creed Rogue;
  • Revoluções: Assassin’s Creed Unity, Assassin’s Creed Syndicate.

Isso não é nem de longe uma categorização para ser divulgada, comercializada ou qualquer-outra-coisa-ada, mas eu a uso somente para encaixar algumas coisas um pouco melhor na minha cabeça.

E também usei essa divisão aqui para tentar esclarecer que o reinício da franquia seria não apenas o início de um novo arco, mas sim um próprio reboot na história, reiniciar o modo como ela foi construída e depois remendada.

Talvez seja ousado demais fazer com que o jogador “esqueça” tudo que ele consumiu hoje para que a franquia reinicie do zero. Seria bem complicado para os jogadores… Mas, ao mesmo tempo, é bem possível colocar novos elementos no passado que “redirecionem” a franquia para um novo formato de jogo, em que as inconsistências criadas poderiam ser, ou corrigidas, ou ignoradas.

Além disso, a saga está se expandindo, e muito, com livros, HQs e filmes. Talvez toda essa expansão precise de uma amarração mais consistente, que um reinício de franquia venha a resolver.

Assassin’s Creed Empire no Egito Antigo – Motivo #06: Um dos períodos mais ricos e intrigantes

O Egito antigo dispensa qualquer argumento para poder justificar que se trata de um período interessante. Eu nunca fui para lá, mas basta olhar para as três pirâmides e ver que tem muita coisa para se explorar.

Sinceramente, este motivo número 6 nem precisa de argumento algum. Eu poderia deixar apenas o título e tudo já estaria explicado.assassins-creed-empire-egito-el-cakr-01

Confesso, eu não vejo tantos jogos (pelo menos Triplo A) que abordem essa temática do Egito antigo e, mesmo que tenham feito, pode ter sido algo não tão marcante. Com isso, a Ubisoft tem a chance de fazer um novo Assassin’s Creed IV Black Flag, onde a temática pirata, ainda que bastante abordada em jogos, se tornou uma referência.

Resumindo o que nem precisava ser dito: uma franquia com o nome e peso de Assassin’s Creed + um período histórico como o Egito Antigo + a possibilidade de explorar tal período como foi feito em Assassin’s Creed IV Black Flag (e, outro detalhe, o boato sugere até que é a equipe deste jogo que está sendo a responsável pelo projeto, com direção de Ashraf Ismail, mas falarei mais sobre isso no Motivo 10).

Cara, esse Assassin’s Creed Empire tem tudo para entrar para a história dos games.

Assassin’s Creed Empire no Egito Antigo – Motivo #07: Ubisoft percebeu que os jogos perderam força

Este trecho é controverso. Primeiro, não temos acesso aos números oficias das vendagens. Segundo, o período para avaliação das vendas não está completo.

O que quero dizer com isso? Bom, basicamente que o crescimento nas vendas dos jogos de Assassin’s Creed pode ter dado uma boa oscilada. Veja, eu não estou dizendo que Assassin’s Creed vendeu pouco ou deixou de ser rentável, nada disso, mas, é possível que o resultado esteja longe do que a Ubisoft planejou. E o que acontece quando não atingimos a meta? Exato: replanejamento.

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Assassin’s Creed Unity vendeu menos que o esperado por, basicamente, dois motivos: primeiro, nova geração MUITO nova. Sob Assassin’s Creed Unity ficou a responsabilidade de fazer os gamers comprarem os consoles da Nova Geração – como Metal Gear Solid 4 fez com o PS3. Segundo, lançamento controverso por causa dos muitos bugs (sem mimimi, hoje, Assassin’s Creed Unity está lindo, saudável e corrigido. Arrisco dizer, é o Assassin’s Creed mais bonito de toda a franquia, no entanto, quando o jogo foi lançado, ele simplesmente estava quebrado).

E, por fim, Assassin’s Creed Syndicate também teve um lançamento modesto nas vendas. De novo, isso não significa que o jogo não vendeu, significa que vendeu menos do que a Ubisoft esperava. Bom, dois anos seguidos com a franquia carro chefe da produtora apresentando vendas menores do que o esperado? Eu repensaria também…

Isso se confirmou, posteriormente, com o anúncio das HQs de Assassin’s Creed Uprising, que tem como intuito encerrar a narrativa a respeito do Projeto Fênix (Phoenix Project), que era o fio condutor da narrativa no tempo presente desde Assassin’s Creed IV Black Flag, após a Saga Desmond.

Assassin’s Creed Empire no Egito Antigo – Motivo #08: A Ubisoft não tem medo de arriscar

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Raphael Lacoste

Segundo Raphael Lacoste e Matthew Miller, no livro Assassin’s Creed: the Complete Visual History, Assassin’s Creed é una franquia inovadora e ousada. Nas concepções dos jogos, muitas ideias são levadas em conta, até mesmo aquelas que parecem desafiar o senso comum.

[…] Novas ideias são permitidas e encorajadas, de combates e mecânicas transversais até minijogos e sistemas de upgrades. Se a série tem tudo sobre correr pela cidade, o que acontece se o jogo muda para o mar aberto deserto? Se um personagem conecta tudo na série, a franquia pode continuar sem ele? Através da experimentação, Assassin’s Creed teve muitos sucessos, mas permanece assumindo riscos e tentando coisas diferentes […]

Isso pode reforçar a ideia de que a Ubisoft vai arriscar, agora, trabalhar mais em um jogo para poder levar a franquia a outro patamar. “Mas isso não vai custar um ano de renda garantida do produto carro chefe?”, questionariam os especialistas. “Hmmm. Que seja, vamos arriscar”, diria a Ubisoft.

Assassin’s Creed Empire no Egito Antigo – Motivo #09: A Ubisoft pode estar ouvindo os fãs

Ouvir os fãs também significa dar atenção aos boatos.

Blogs, fóruns, Facebook, Twitter e o que mais você pensar. Lance um boato e espere para ver o que vai dar. Em poucos dias, você já saberá se o seu boato é bom, ruim, excelente, péssimo ou se ele até já virou verdade.  Isso, sem especificar sobre o que é o boato. No caso de uma franquia de jogos tão grande como Assassin’s Creed, então…

Você só precisa de um cara mais ou menos influente, ou pelo menos com um poder de opinião razoável e com alguma interligação com o meio. Pronto. Se este cara lançar um boato, a notícia se espalhará. E, depois disso, é só colher os resultados.

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Se a Ubisoft estiver fazendo isso, é bem provável que ela realmente esteja recebendo um feedback positivo com relação a deixar 2016 sem um Assassin’s Creed novo. O senso comum (leia-se, os fãs) não verá problemas, caso tenha outros produtos que preencham este gap (HQs, filmes, spin-off), enquanto a mídia especializada e os críticos já se posicionaram a muito tempo: a Ubisoft deveria dar um respiro para a franquia.

Assassin’s Creed Empire no Egito Antigo – Motivo #10: Equipe de Assassin’s Creed IV Black Flag trabalhando no projeto

Eu sei que vou entrar num território polêmico aqui, então até deixei este item por último.

Qual é a grande vantagem de termo a equipe de Ashraf Ismail, responsável pelo famoso Assassin’s Creed IV Black Flag, liderando o possível projeto de Assassin’s Creed Empire? A resposta é simples, Daniel San, o próprio Assassin’s Creed IV Black Flag.

Os fãs Old School de Assassin’s Creed provavelmente vão discordar de mim, mas a verdade seja dita, Assassin’s Creed IV Black Flag é um dos maiores sucessos da franquia Assassin’s Creed. Eu arrisco dizer que o jogo só perde, em questão de balanceamento entre história, jogabilidade, carisma, diversão e enredo para o supremo Assassin’s Creed II.

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Antes que você queria ir para os comentários e me chamar de qualquer coisa, vejamos a franquia Assassin’s Creed como um produto para gamers e não apenas um punhado de jogos para o fanboy se deliciar com os personagens e achar que ele mesmo pode ser um Assassino quando crescer. Um jogo pode ser muitas coisas, mas, é quase unanimidade que ele deve proporcionar a diversão almejada. Eu poderia me delongar fazendo um ensaio sobre isso e, mesmo assim, não conseguiria chegar a uma conclusão plausível, ou talvez explanar de verdade o eu raciocínio, só que, o que eu quero dizer é que a fórmula de Assassin’s Creed IV Black Flag deu certo.

A coisa deu tão certo que o formato foi expandido para os jogos vindouros: mais tempo no passado da história que no presente. Entretanto, Assassin’s Creed IV Black Flag tem uma vantagem gigantesca sobre os outros jogos da série e eu falei nisso no texto tentando explicar o porquê de Assassin’s Creed IV Black Flag ser tão aclamado. E a minha análise sobre isso é exatamente o tema explorado.

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Ashraf Ismail

A pirataria em Assassin’s Creed IV Black Flag funciona para quem é fã da saga e está acompanhando a história do avô de um dos personagens já consagrados (e pai de outro personagem bastante marcante) e ainda dá abertura para quem não conhece nada de Assassin’s Creed. É um jogo equilibrado, mostrando um pedaço da história complexa que a franquia possui, mas também permitindo que o jogador casual simplesmente acompanhe a trajetória do personagem sem se preocupar de quem ele é parente ou todo o legado que a franquia criou.

Assassin’s Creed Empire será igual? Por deus, não! Eu tenho quase certeza que a equipe de Ashraf Ismail está preocupadíssima com a história do jogo, e a Ubisoft também. Por isso a menção ao todo-poderoso the Witcher III. Sinceramente, eu acho que Assassin’s Creed Empire virá com um sistema de jogo muito fácil, divertido e maleável e, ao mesmo tempo, contará com um modo história longo, rico, cheio de coisas para se fazer, mas que o usuário faz se achar conveniente e, quando o fizer, terá muito mais horas de gameplay e também poderá aproveitar um grande punhado de história para se conectar ainda mais com o universo da franquia.

A Ubisoft pode muito bem fazer isso, pois há a referência do que já fizeram em the Witcher III e deu, simplesmente, MUITO certo.


Então é isso, caros Assassinos e Templários. Esses são alguns dos motivos que me fazem acreditar que teremos, sim, um Assassin’s Creed Empire setado no Egito antigo. Claro, é beeeeeeeeeem provável que Assassin’s Creed Empire seja apenas o nome do projeto e o jogo traga outro nome comercial. Eu espero que o boato seja verdadeiro e a franquia volte com toda a força que ela possui e alcance ainda mais sucesso.

E você, o que acha?

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12 Comments

  1. E se for uma sequência de jogos com o mesmo protagonista (algo como Ezio) mas envolvendo o Egito antigo, a Roma antiga e a Grécia antiga. Com uma sequência de jogos o personagem poderia ser melhor trabalhado, investindo assim numa evolução do protagonista menos drástica e sim mais lenta permitindo um melhor conhecimento do mesmo. Também penso que a relação entre estes impérios, que referi anteriormente, é boa a sua historia coincide em determinados períodos cronológicos, a exploração nestes reinos seria muito interessante revelando as diferenças de cultura e arquitectura entre ele na mesma época. O que vocês acham?

    • Sem dúvidas que os períodos são interessantíssimos, mas eu, confesso, prefiro um personagem principal estilo Desmond, interligando tudo no tempo presente, a termos mais um Assassino em vários títulos.
      De verdade, pra mim, se a história for boa, pode ser qualquer período.

  2. A questão é interligar passado e presente.
    É isso que me interessa.
    Por exemplo: tinhamos Desmond, e ele evoluiu e aprendeu com Altair, Ezio e Connor.
    Ai ele empacota.
    Agora usamos um personagem no presente em primeira pessoa, sem nome….
    E nos periodos históricos um assassino por game, com pouca ou nenhuma conexão com os jogos que consagaram a franquia.
    Isso me desagradou.

  3. 2 motivos pra EM HIPÓTESE ALGUMA acreditar em Assassin’s Creed: Empire:

    1° Vai se passar no Egito Antigo, ou seja, no período A.C., ou seja, não há templários, OU SEJA não há credo e nem assassinos.
    2° O diferencial de Assassin’s Creed sempre foi a escalada e o Parkour. E no Egito Antigo você vai escalar o que? Pirâmide?

    • Fala, Lui. Blz?
      Primeiro de tudo, valeu pelo comentário. A ideia aqui não é estar certo, mas conversar acerca de Assassin’s Creed.
      Segundo, cara, fique tranquilo, não senti que você está xingando, pelo contrário, você está expondo sua opinião, e isso é o bacana de haver um blog sobre AC.
      Agora, acerca dos pontos que você levantou, vamos lá:
      1. As “organizações” de Assassinos e Templários tiveram suas origens atreladas ao primeiro AC, onde, sim, a origem é posterior ao Egito Antigo. Entretanto, quando nos aprofundamos na história de AC, percebemos que a ideia de rivalidade e “filosofia” de Assassinos e Templários é tão antiga quanto a própria humanidade. Há correntes que afirmam que Cain, filho de Adão e Eva, e considerado um dos primeiros híbridos junto a Abel, é o primeiro Templário que matou seu irmão para tomar posse da Maçã do Éden. Ele se considerava um Templário? Claro que não, mas os Templários o consideram como um “representante” da Ordem. Só com isso, podemos, sim, ter um Assassin’s Creed tão antigo quanto qualquer história da humanidade, é uma questão de adaptação e encaixe à ficção do jogo. Se quiser ler sobre o Cain, tem algumas coisas na wikia gringa: http://assassinscreed.wikia.com/wiki/Cain

      2. Concordo, o parkour é marca registrada de Assassin’s Creed, entretanto, o Egito Antigo é um loooooongo período e engloba várias localidades: Sudão, Etiópia, Somália… Sério mesmo que você acha que todo mundo nessa época morava em pirâmides? E, outra coisa, se for seguir este seu raciocínio, não existiria Assassin’s Creed IV Black Flag, pois, afinal, poderíamos perguntar: um jogo de Assassin’s Creed pirata? Eles vão escalar o quê? Barcos?

      Concluindo, o próximo Assassin’s Creed pode ser no Egito antigo? Claro que pode. Como também pode ser na China, no Japão, na Grécia… Existe bastante material para fazer um AC em inúmeras épocas. Massss, independente de qual seja, só espero que a franquia volte a dar mais atenção à história no tempo presente.

  4. Se a ideia é explorar um ambiente histórico bacana, poderia ser o chinês nos tempos na dinastia Ming por exemplo, já que, como já foi citado acima, nos tempos egípcios não existiam templários nem assassinos.

    • Fala, André.
      Cara, essa questão de “não existir Templário” é com relação à história dos Templários que temos na nossa realidade. No mundo de AC, os ideais de cada um dos grupos, Assassinos e Templários, são mais antigos que esses grupos como o conhecemos. Eu comentei sobre isso na resposta anterior também.
      Mas, repare bem, eu não estou torcendo para que seja no Egito, a postagem dá motivos para acreditar. Eu não tenho preferência por um período histórico. Só torço muito para que a história no presente seja mais elaborada e com maior atenção, como nos tempos do bom e velho Desmond.

  5. Ou ainda a dinastia Qing, que já se passa num tempo mais recente que, apesar de ser desconhecida por muitos, é tão rica em detalhes quanto a Ming. Acho que daria uma “levantada” nas histórias que se enfraqueceram um pouco depois do AC Black Flag.

    • Antes, quero parabenizar pelo poder de síntese e leveza do texto!
      Sobre a perda do protagonista no presente, li em outras referências que a franquia ficou tão dependente de Desmond que a Ubi se amedrontou decidindo pôr um fim na sua participação. Sobre qual será o novo tema, se for sobre o Egito, maravilha! Embora tenham surgido várias brechas para um belo tema sobre a China. Mas, independente de onde seja, espero que a Ubi acerte em cheio e que, realmente, nos surpreenda! Abração

      • Olá, Rodrigo. Eu não sei se vc está falando do meu texto ou do texto da André, mas, enfim, obrigado por comentar.
        Sobre a perda do Desmond, há muitas teorias e discussões, mas uma das que mais me chama atenção é a questão mercadológica. Vamos imaginar que a Ubisoft não acabou com a história de Desmond e continuaria ainda explorando esse enredo no próximo AC. Se uma pessoa resolve começar a jogar Assassin’s Creed agora, em 2017, ou em 2018; essa pessoa teria que voltar num jogo lá de 2007 para ter que entender o que está acontecendo. Isso pode ser legal em termos de enredo, mas em termos de diversão, pode simplesmente comprometer tudo. Quem jogou o primeiro Assassin’s Creed no lançamento vai lembrar como o jogo foi inovador naquela época, porém, jogá-lo hoje não é a mesma coisa que jogar um Assassin’s Creed moderno.

        Neste aspecto, acho que a Ubisoft tomou a melhor decisão. Agora, o que eu acho MUITO RUIM é o modo como encerraram a questão Desmond. O final de Assassin’s Creed é seco, inconsequente e até desrespeitoso com os fãs do personagem.

  6. Ter colocado a equipe do AC 4 pra fazer o AC de 2017 só me preocupa, na verdade. Pelo menos a mim que jogo os jogos no pc. Nunca vi jogo tão mal otimizado quanto aquele, joguei porque já era muito fã mesmo. Foi no AC 4 que um dos produtores teve a cara de pau de falar: “Tá pesado? Compra placa de vídeo melhor”. Sendo que tava na cara que o jogou estava mal programado, em vista que vieram outros jogos depois e todos rodavam muito bem (tirando o Unity, mas beleza).

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