Aniversário de 10 anos do primeiro Assassin’s Creed: Conheça a história por trás do surgimento da saga

Hoje, 13 de Novembro de 2017, fazem 10 anos que o primeiro Assassin’s Creed foi lançado, um jogo que não apenas se tornou um sucesso e deu o start para essa franquia sem igual que tanto amamos, mas que também foi um marco na geração passada e na história dos jogos de mundo aberto.

 

O primeiro Assassin’s Creed, lançado em 2007, nasceu lá em 2004 como um projeto da franquia Prince Of Persia para a sétima geração de consoles (PS3 e Xbox 360), nas mãos da mesma equipe que produziu o excelente Prince of Persia: The Sands of Time”. Na ideia original, um spin-off batizado de “Prince of Persia: Assassin”, controlaríamos um Assassino que protegeria o jovem Príncipe como uma espécie de guarda-costas, porém, durante o processo de produção a a trama evoluiu e se desenvolveu de uma forma tão profunda que, acabou se tornando uma franquia totalmente nova, focada em ficção científica e histórica, na qual a Ubisoft resolveu apostar.

Confira um trailer com imagens do projeto original quando ainda estava em seu estágio de desenvolvimento:

 

Dentre os membros da equipe se destacam o diretor criativo Patrice Desilets (tido como o pai da franquia), a produtora Jade Raymond (outra mente criativa que foi de extrema importância) e Corey May (roteirista não apenas do primeiro Assassins Creed, como AC2 e AC3, e que ajudou também nos títulos Brotherhood e Revelations).

 

Um fato curioso é que durante a produção de “Prince of Persia: The Sands of Time”, Patrice Desilets queria que o palácio, cenário principal do jogo, estivesse cheio de gente, com uma verdadeira multidão, o que não foi possível devido à limitações gráficas da sexta geração, cuja memória era capaz de renderuzar apenas 8 personagens por vez na tela. Com a chegada da sétima geração e seu grande avanço em poder gráfico, foi possível povoar as cidades em Assassin’s Creed com dezenas e dezenas de NPCs, tornando-as mais “vivas” e impressionantes para a época, ao ponto de serem constantemente citadas como um dos maiores diferenciais… E de fato eram.

E claro, mais do que multidões, o primeiro Assassins Creed trouxe um vasto mundo aberto com paísagens magníficas e gráficos de tirar o fôlego, o qual o jogador poderia explorar de diversas formas, dentre elas, a habilidade de escalar e saltar livremente, o nosso queiro Parkour (que também foi uma grande evolução do já visto na franquia PoP, com movimentos mais plásticos e interação com quase todas as contruções e estruturas).

Aqui vemos Assassin’s Creed ainda em sua versão de demonstração na E3 de 2007:

 

A abordagem em stealth e o combate, bem como a liberdade para escolher entre ambos, também foram outros elementos que contribuíram como inovações, garantindo a atenção do público e o sucesso do game, mas Assassin’s Creed tinha AINDA MAIS, muito mais…

 

Não é novidade alguma que, para o grande público, o atrativo de Assassin’s Creed era o seu set histórico (e tem sido até hoje). Situado na época da Terceira Cruzada e sendo baseado em alguns fatos reais, seja apresentando personagens históricos ou se inspirando em uma Ordem de assassinos que realmente existiu, o jogo era um prato cheio para os amantes de história. Porém, bem mais que ficção histórica, Assassin’s Creed trouxe como história principal uma trama baseada em ficção científica, não apenas nos dando uma razão para visitar o passado, como estabelecendo um universo bem mais profundo e desenvolvido… E que só iria crescer e se aprofundar ainda mais nos próximos lançamentos. De fato, algo único, e talvez até sem precedente na história dos games. E que foi uma grande surpresa! Boa pra alguns, mas infelizmente, já nem tão boa pra outros… Mas não vou me alongar aqui falando sobre o tempo presente, porque isso é assunto pra outro post.

O fato é que Assassin’s Creed trouxe duas histórias sendo contadas em paralelo. Vamos relembrá-las em uma curta sinopse?

AC1

 

A história se passa no tempo presente, em Setembro de 2012, quando o bartender Desmond Miles é sequestrado e levado até às indústrias Abstergo. Sem muita alternativa, ele é forçado a entrar em uma máquina denominada “Animus”, capaz de renderizar memórias genéticas em uma simulação, para reviver as memórias de seu ancestral, Altaïr Ibn-La’Ahad, um membro da irmandade dos Assassinos durante a Terceira Cruzada.
Após quebrar os três dogmas do credo, o outrora Mestre Assassino Altaïr perde sua importante e respeitada posição dentro da Ordem, sendo rebaixado ao ranking de novice, e para se redimir é enviado em uma jornada de redenção pela Terra Santa, recebendo a missão de eliminar nove homens envolvidos em uma conspiração dos Templários que ameaça o reino.

 

Na época, Assassin’s Creed recebeu reviews positivas tanto pela sua história quanto pelo o gameplay, o qual, sendo visto hoje em dia por olhos mais críticos, é facilmente taxado de repetitivo, porém, precisamos levar em conta não apenas a idade do jogo, como também o fato de ter sido uma aposta em uma nova franquia, um território novo para a equipe. E claro, devemos também valorizar todas a inovações que este título trouxe e sua importância para o início da geração passada. Mais importante, devemos valorizá-lo, pois sem esse jogo, não estaríamos aqui e não teríamos essa franquia única e maravilhosa que tanto amamos, não é mesmo?

 

Alguns prêmios:

Game Critics AwardsBest Action/Adventure Game.
IGN: Best Action Game, PS3 Game of the Show, Best PS3 Action Game, Best PS3 Graphics.
GameSpy: Best PS3 Game of the Show.
GameSpot: Best PS3 Game of the Show.
Gametrailers: Best of Show.
1UP: Best PS3 Game.

 

Trailer Oficial:

 

Trailer “Altair was here”, enfatizando as habilidades em stealth do Mestre Assassino:

 

E aí, novices? Bateu aquela nostalgia, né? haha
O primeiro Assassin’s Creed marcou vocês? Como?
Deixem suas histórias nos comentários. Vou adorar ler! <3

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About Isa Piva 17 Articles
23 anos, estudante na área de Design Gráfico. Apaixonada por música e games desde a infância e também por artes de um modo geral. Grande fã de Assassin's Creed, fascinada com a franquia e seu universo tão vasto e profundo, repleto de possibilidades.

2 Comments

  1. comprei meu ps3 exatamente por causa desse jogo.
    olhando prá trás acho que ele tem alguns problemas em muitos sentidos, que não tiram a graça claro, mas existem.

    rolava uma versão remaster comemorativa de aniversário.

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