Assassin’s Creed, o trailer do filme: análise e comentários

No último dia 12 de maio, a 20th Century Fox e a Ubisoft lançaram o trailer do filme de Assassin’s Creed no programa do Jimmy Kimmel live. Como já se esperava, os fãs de Assassin’s Creed ficaram eufóricos com o lançamento (eu tive que esperar para ver o lançamento ao vivo) e, contrariando o histórico de filmes que adaptam jogos de videogames, o trailer de Assassin’s Creed foi muito bem recebido.

Após os trailers, obviamente, vieram as análises, críticas, teorias e tudo mais. Como um blog de Assassin’s Creed, não tinha como ficar de fora. O primeiro material feito foi a criação de um vídeo com um AC Drops Especial somente sobre o novo trailer do filme de Assassin’s Creed. Isso porque há muito a se falar sobre. Seguindo a tendência, aqui você confere os primeiros comentários, análises e considerações acerca do que é (e do que pode vir a ser) o trailer do filme de Assassin’s Creed.

Neste texto eu falo sobre:

  • Tempo passado versus tempo presente no filme (e nos jogos)
  • Confirmada a trilogia de filmes de Assassin’s Creed
  • O que veríamos em uma trilogia no cinema?
  • A interligação do filme com o jogo
  • Easter Eggs confirmados no filme
  • Ezio Auditore no filme? É possível…
  • A Assassina Maria
  • Diversos elementos dos jogos no filme
  • A porcaria trilha sonora do trailer e opções novas, com músicas melhores


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Assassin’s Creed, o trailer do filme: tempo passado ou tempo presente

Os fãs dos jogos já estão acostumados: Assassin’s Creed, a cada novo jogo, traz mais tempo de jogatina ambientado no tempo passado, enquanto a timeline principal, centrada no período presente, vai diminuindo a cada novo título. Isso, em si, já é uma grande polêmica para os jogadores (e nós não vamos detalhar tal coisa aqui, mas vale a pena citar).

No filme, o diretor australiano Justin Kurzel confirmou: o filme terá ambientação 65% de duração no tempo passado e apenas 35% no tempo presente. E isso é bom ou ruim?

Então…Para quem é fã do jogo, e apenas gosta dos personagens Assassinos revisitando localidades histórias diversas e, o jogo já conta com um ponto possivelmente negativo.

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Para quem REALMENTE é fã de Assassin’s Creed, sabe que o jogo é completo por haver duas timelines distintas, conversando e apresentando uma única história. Ou seja, essa é uma boa notícia.

Para quem não joga: sinceramente, não faz taaaaanta diferença. Trata-se de um filme de origem. A Ubisoft está explicando para o grande público do que se trata sua franquia e, não possui todo o aparato e tempo que os jogos possuem (onde a franquia nasceu), para que o monte de informações seja digerido. Com pelo dez jogos grandes, mais diferentes livros, histórias de quadrinhos, curtas, animações e tantas outras mídias, os fãs de Assassin’s Creed já possuem uma longa oportunidade de aumentar a bagagem sobre o assunto. Já o grande público, este só sabe que se trata de um novo filme, que é baseado em um videogame.

Na minha opinião, foi uma boa decisão. Já que teremos uma trilogia também nos cinemas, onde o passado poderá ter mais tempo de tela noutros filmes.

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Já nos games, o primeiro jogo de Assassin’s Creed, lá de 2007, tinha em seu cerne, duas histórias acontecendo, intrinsecamente interligadas. Enquanto você controlava Altair na Terceira Cruzada, isso, na verdade, era apenas a história passada de Desmond Miles, este sim, o personagem principal que revivia as memórias dos seus antepassados. O jogo era divido em duas timelines: enquanto você resolvia suas questões no passado, tudo aquilo, na verdade, era combustível para dar prosseguimento à história que se passava no tempo presente. Genial!, sim.

Entretanto, é possível dizer que esta preocupação em manter duas histórias complexadas acontecendo em paralelo foi uma preocupação maior do “primeiro” arco de história de Assassin’s Creed, envolvendo o personagem principal Desmond Miles. Depois de Assassin’s Creed III, lançado em 2012, a história contada no tempo presente passou a ser “marginal”, com o próprio controle de um personagem principal sendo diferenciado e reduzido. Atualmente, em Assassin’s Creed Syndicate, de 2015, você não controla mais ninguém no tempo presente. As ações foram tristemente reduzidas a cutscenes que você, como jogador, só acompanha, sem qualquer poder de interação. Ou seja, a qualidade de Assassin’s Creed, em termos de enredo, complexidade e originalidade, foi junto com a timeline dupla.

Assassin’s Creed, o trailer do filme: ou melhor, a trilogia no cinema

Sim, uma trilogia. Você nem sabia que tinha saído o trailer e, antes mesmo dele estrear no Brasil, você já tem que se preparar para assistir três filmes para entender a história. Pois é. A Ubisoft Motion Pictures já confirmou a produção do segundo filme de Assassin’s Creed e, provavelmente, em breve, teremos uma confirmação do terceiro filme.

O filme fará sucesso. Sim, fará. Não será algo estilo Guerra Civil da Marvel (poucos são), mas certeza que trará o holofote dos cinemas para o mundo dos games. Isso porque Assassin’s Creed não está sozinho. Este ano, 2016, ainda estreia World of Warcraft. Também baseado em jogos, o filme promete um excelente entretenimento, com bastante fidelidade aos jogos e uma história divertida para o grande público, que não faz ideia do que esperar na tela, a não ser Orcs e Humanos brigado por algum motivo.

Assassin’s Creed, o trailer do filme: o que podemos esperar de uma trilogia

Claro que se trata de especulações, então, não se apegue ao meu texto. Mas, minha intuição diz:

Primeiro filme mostra a história de Callum Lynch e termina com a fuga dele dos laboratórios da Abstergo. No passado, ele acaba achando, ou chegando perto de achar, o Artefato que a Abstergo (Templários) busca e, sem saber o que fazer com ele, terá que responder suas questões num próximo filme. Um pequeno vislumbre, pelo menos em tempo de explicação, de que os tesouros pertencem àqueles que vieram antes.

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Neste ínterim, Sophia Rikkin se aproxima de Callum, eles compartilham algum tipo de sentimento, e, ou ela foge com eles após descobrir as intenções da Abstergo, ou morre no processo, o que pode gerar raiva de Alan Rikkin, ou do próprio Callum, dependendo da aproximação que eles venham a ter no decorrer da história. Ainda, claro, seria possível uma terceira opção, de Sophia ver Callum assassinar seu pai e, a partir do final do primeiro filme, ela se tornar a vilã.

Segundo filme: Callum Lynch reencontra membros da atual Irmandade dos Assassinos no tempo presente após sua fuga. Todos ficam sabendo sobre o passo adiantado que a Abstergo possui acerca do Artefato. A Irmandade revisita o passado para obter mais detalhes sobre o artefato (com Callun Lynch ou com outro personagem) e, no tempo presente, tentam barrar a ofensiva da Abstergo, tanto na busca pelo fugitivo Callum Lynch, quanto parar os avanços deles. Podemos ter a vertente de que Sophia fugiu junto com Callum, fazendo um par romântico (ausente no tempo passado, com Aguilar), ou, ainda, Alan Rikkin queira vingança por uma possível morte dela no primeiro. Sophia reapareceria no filme através de cenas de feedback.

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Enquanto isso, teríamos muito mais explicações acerca dos artefatos e seu papel na humanidade. Com a aceitação do primeiro filme e toda a história já introduzida, caberia ao segundo filme explicar toda a complicada história dos que vieram antes, para jogar a conclusão ao terceiro filme. O segundo filme acabaria com o possível retorno de um daqueles que vieram antes, no caso, Juno, e os Assassinos tentariam pará-la na conclusão da trilogia.

No terceiro filme: os Assassinos procurariam como barrar Abstergo e Juno no tempo presente. No passado, eles correriam atrás da localização de algum artefato ou maneira, única existente, capaz de parar tais ofensivas.

Seria, basicamente isso. Fácil, simples, parecido com o jogo e tudo mais, mas, o que mais me anima nesta versão que eu mesmo imagino para o destino do filme é a possibilidade de termos os personagens Shaun Hastings e Rebecca Crane. Para quem não os conhece, eles são, basicamente, os Assassinos do tempo presente responsáveis pela condução da história, mesmo antes, nos primeiros jogos, com a presença do personagem principal, Desmond, e continuaram, depois, tecendo o fio condutor do enredo, tanto nos games, quanto nos quadrinhos (A trilogia de Isis), quanto nos materiais auxiliares que explicam pormenores da história (Assassin’s Creed Initiates).

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Com é a incongruência nisso tudo? Sim, claro. Pois, se os jogos se passarem na mesma timeline que o jogo, então estará tudo mais interligado e, essa história, basicamente, já vem acontecendo dentro do enredo de Assassin’s Creed. Claro que há pormenores maiores, mas, basicamente, é isso. A busca pelos artefatos no passado, a utilização deles no presente, o retorno de Juno e tudo mais. Ainda, nos jogos, temos o arco onde os Sábios são inseridos, mas, sinceramente, não sabemos onde isso vai dar, além, claro, do Projeto Phoenix que, também poderá ser apresentado no filme e dar um novo rumo para tudo o que eu disse acima.

Assassin’s Creed, o trailer do filme: o filme está interligado com o jogo?

Sim. Segundo a Ubisoft, filmes e games coabitam no mesmo universo. Ou seja, Callun Lynch faz parte da história canônica e tudo o que acontecer no filme terá uma interligação com o que conhecemos nos jogos e quadrinhos. E, sobre isso, duas coisas:

Primeiro: não espere 100% de exatidão nas interligações: já vimos em outros projetos de outras empresas, em outras mídias e até mesmo no próprio Assassin’s Creed. Quem não lembra dos jogos de the King of Fighters, onde eles vieram de Fatal Fury e Art of Fighting, com cronologias totalmente diferentes. Ou, dentro da franquia de Assassin’s Creed mesmo: quem jogou Assassin’s Creed Revelations e leu Assassin’s Creed A cruzada secreta vai ficar com uma pulga atrás da orelha a respeito da trajetória de Altair, da morte de sua esposa, entre outros detalhes…

Ou seja, o filme pode passar por cima de alguns detalhes e, também, até o fazer no intuito de querer “esquecer” o que foi desenvolvido ali. Isso já aconteceu com os quadrinhos que fora desenvolvidos e lançados pela Les Deux Royaumes: nas duas trilogias acerca dos tesouros de Isis e Aset, a personalidade de Desmond vinha sendo masi bem desenvolvida, inclusive seu relacionamento com Lucy Stillman, mas, como a decisão da Ubisoft, parece, já tinha sido tomada, e Desdmond seria descartado do mainstream, a empresa simplesmente se posicionou como “os quadrinhos não são canônicos” e não fazem parte da história.

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Segundo: o sucesso vai ditar o futuro. Assim como os filmes da Marvel Studios direcionam para onde vão os quadrinhos da Marvel Comics, se a Ubisoft Motion Pictures trouxer muito, mas muito, MUITO, dinheiro, é possível que eles tomem as rédeas da franquia, fazendo com o que os games aproveitem o sucesso do filme para aumentar o público, vender mais, etc.

Como a Ubisoft já confirmou que as boas ideias do filme poderão ser aproveitadas para o jogo, essas boas ideias pode ser “o filme inteiro”. O Animus é o grande exemplo disso (detalhe que eu esqueci de mencionar no vídeo que aparece o Animus 2.0 nesta cena aí em cima). No próximo jogo, de 2017, é muito possível que o novo Animus tenha alguma influência do que foi apresentado no trailer do filme.

Óbvio, só especulação, então, por favor, sem chiliques.

Assassin’s Creed, o trailer do filme: easter eggs estão confirmados.

Em entrevistas, Michael Fassbender e Justin Kurzel confirmaram: teremos easter eggs. O tamanho disso, não sabemos.

No primeiro trailer já vimos alguns detalhes, como, por exemplo, o “memorial” de hidden blades exposto na Abstergo do tempo presente, como também a presença do Animus 2.0 quando vimos Callum Lynch no novo Animus.

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Talvez, outros trailers mostrem mais detalhes ao longo do tempo (este é só o primeiro) e novas imagens podem alimentar novas teorias e exibir coisas novas. O fato é que, enquanto Justin Kurzel se manteve ausente dos jogos para garantir que o filme seja realmente um filme e não só um jogo nas telas de cinema, Michael Fassbender, por sua vez, está intimamente envolvido com a franquia – mesmo nunca tendo jogado antes de decidir fazer parte do projeto.

A presença da Ubisoft na linha criativa do filme garante que teremos algumas ‘coisinhas’ para os fãs dos jogos. Ou seja, só nos resta esperar.

Assassin’s Creed, o trailer do filme: Ezio Auditore da Firenze no filme?

Não existe qualquer confirmação sobre isso, ainda assim, muitos fãs arriscam na possibilidade de o nome Ezio aparecer no filme. Não é impossível que o próprio Assassino Italiano mostre seu rosto, já que Ezio tem uma ligação muito forte com a Espanha. Primeiro por seu principal inimigo Templário, Rodrigo Bórgia, ser ‘o Espanhol’. Segundo, no jogo Assassin’s Creed II Discovery, lançado para Nintendo DS e iOS, lá em 2009, Ezio tem uma relação estreita com os acontecimentos da Irmandade dos Assassinos na Espanha de Tomás de Torquemada. Na conversa com Luís de Santángel, Ezio toma conhecimento da influência da Inquisição Espanhola na luta entre Assassinos e Templários e toma partido em meio a esses acontecimentos.

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E o que pode ter no filme? De modo mais singelo, algum Assassino pode mencionar o ocorrido com a família Auditore alguns anos antes, ou até mesmo mencionar o potencial de Ezio dentro da irmandade. Dependendo da abordagem, os feitos de Ezio podem já ter chegado aos ouvidos dos espanhóis.

Como Assassin’s Creed II Discovery acontece em 1491 e a Inquisição Espanhola tem seu tribunal estabelecido em 1478, alguns fãs apostam na aparição de Ezio para “instruir” o próprio Aguilar, mas tudo isso dependeria da congruência cronológica, para começar. Mas, alheio a tudo isso, todos os personagens podem ser citados no filme, se ele realmente for conectado aos games. Isso por haver, no tempo presente, todo o histórico da linhagem de Desmond, que foi um dos últimos subjects analisados pela Abstergo.

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Assassin’s Creed, o trailer do filme: a Assassina Maria

O trailer também serviu para apresentar um pouco mais da personagem Assassina Maria. Surgindo sempre ao lado de Aguilar de Nehra, ela pode ser tanto a parceira de Aguilar, ajudando a irmandade a cumprir seu objetivo, como também pode instruir Aguilar ou até mesmo ser sua mais confiável assassina.

Maria protagoniza uma das melhores cenas do trailer, quando ela luta contra alguns inimigos e realiza a performática pose de assassino duplo. Afora isso, ela percorre os mesmos caminhos que Aguilar, saltando pelas muros da cidade espanhola.

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A cena foi muito elogiada pelos fãs, tanto por trazer o clássico movimento de assassinato duplo, quanto por mostrar a habilidade de Maria, sendo, possivelmente, uma Assassina de alta hierarquia na irmandade.

Assassin’s Creed, o trailer do filme: elementos diversos do jogo

E o trailer impressionou não apenas por mostrar um plot de um filme divertido com enredo interessante, mas, para os fãs dos jogos, este primeiro contato com a adaptação trouxe também muitos elementos que estão presentes nos jogos da série.

Entre esses elementos, alguns deles são bem visíveis, como, por exemplo, a primeira cena onde é possível ter uma ampla visão aérea da cidade. Apesar de ser uma tomada muito comum em filmes, ela é, também, bastante corriqueira nos jogos da série.

Outro conjunto de referências vindo diretamente dos jogos são os movimentos  de Assassinato: pelo menos dois momentos distintos mostram técnicas dos personagens assassinos nos jogos. A primeira delas é quando Aquilar salta para realizar um assassinato aéreo. A posição das pernas lembra muito o pulo de Altair realizado no trailer do primeiro jogo de Assassin’s Creed.

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O segundo movimento também está presente tanto dentro do gameplay, quando em um dos trailers de jogos. No trailer de lançamento de Assassin’s Creed Revelations, Ezio, o Mentor, realiza uma performance emblemática e, dentre seus muitos movimentos, um deles é o assassinato duplo, muito parecido com o que Maria realiza – o trailer de Assassin’s Creed Revelations é considerado por muitos como o melhor trailer de toda a saga.

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Mas, dentre tudo que aparece no trailer, o mais significativo de todos é o último, que encerra o vídeo: o salto de fé. Mais do que característico da série, o salto é quase uma assinatura dos Assassinos e está presente em todos as mídias da série Assassin’s Creed. O movimento, feito por Aguilar de Nehra, tem tudo para impressionar, tanto pela altura da torre de onde o personagem salta, para os que não conhecem a saga e, claro, representar o icônico movimento para quem joga os games.

Só, claro, uma observação muito importante: eles precisam colocar o grito da águia quando Aguilar salta. Não importa quão parecido isso vai ficar dos jogos, o grito da águia é uma assinatura do jogo junto ao salto de fé. Não pode existir um sem o outro. Seja a Fox, a Ubisoft, Justin Kurzel ou Fassbender. Alguém tem que colocar a porcaria na águia na porra do salto.

Assassins-Creed-Movie-Filme-Trailer-Salto-de-fé

E entre essas referências, algo que não está presente no trailer, mas já está garantido nos filmes é a presença da visão de águia. Talvez a parte mais “sobrenatural” do jogo, onde mostra que os Assassinos realmente possuem uma distinção das pessoas (e os tornam especiais). A visão de águia também está presente em todos os títulos da série e, mesmo sem sabermos exatamente como ela será executada na série (lembrando que, apesar da mesma finalidade, a execução da Visão de Águia, em cada um dos títulos da série, possui uma característica específica.

Assassin’s Creed, o trailer do filme: trilha sonora

O trailer ‘tá bom, o trailer ‘tá bonito, mas, alguma coisa tinha que dar errado, né? É, pois é.

Mesmo quando tudo está parecendo ‘redondinho’, sempre tem um detalhe que surge para estragar. Neste caso, estamos falando da trilha sonora do trailer.

Se você procurar por toda a internet, verá que quase ninguém gostou da música de Kayne West no trailer. E, vamos lá, assim… Um rap? Em plena Inquisição Espanhola e você me coloca um rap?

Cenas de Assassin's Creed Movie o Filme - Cenário em Malta - Europa

Antes de ver o trailer, eu tinha ouvido a música e havia gostado da parte instrumental dela. Ela começa com ar de música antiga, talvez até algo ‘gregoriano’ de fundo, depois, mistura-se aos sons mais modernos e techno. E eu achei essa mistura bacana quando ouvi. Entretanto, quando você percebe que a trilha sonora é na verdade o ‘rap’ mesmo, e com a imagem da Espanha do Século XV… Sim, não desce.

É tipo comer pizza com café com leite, você pode até fazer, mas está errado.

E, neste contexto, o responsável pela trilha sonora do filme é ninguém menos do que Jed Kurzel, irmão do diretor Justin Kurzel. Ou seja, na teoria, ele é o responsável por essa bela bosta… Bom, como a reação foi maciçamente negativa, vamos torcer para que a Ubisoft Motion Pictures esteja de olho na reação das resposta e corrija isso até o lançamento do próximo trailer.

Caso não façam, bem, vamos acabar ficando com as versões alternativas. E, com isso, quero dizer com as versões editadas pelos fãs. Um deles, por exemplo, retirou a bosta música do Kayne West e deixou a mesma trilha sonora utilizada no trailer de lançamento de Assassin’s Creed Revelations. Trata-se da música Iron, famosa entre os fãs da franquia. Caso você ainda não conheça…

Eu não vou nem entrar no detalhe de quão foda é essa música. De novo, o trailer de Assassin’s Creed Revelations é o melhor de toda a saga e a música colabora para tal. Entretanto, o fã que misturou as duas coisas também não acertou.

A música não combina com o trailer. Ela é cantada nos momentos errados e é necessário diminuir o canal dela para que se entenda o que está sendo falado no trailer. Depois, no silêncio da imagem, a música fica alta de novo. A letra não combina com o que está sendo passado, ou seja, um trabalho que também não ficou bom, mas que já é muito melhor que o rap de Kayne West. Apesar de desarmonioso e, provavelmente, um trabalho de um fã, tem o detalhe faltante, que é o grito da águia junto ao salto de fé.

Detalhe para a audácia do título: Assassin’s Creed Movie Trailer (Fixed Music). HAUAHUA!

Mas, nada está perdido. Outro fã fez uma terceira versão e, desta vez, sim, o trailer me pareceu ter a versão mais próxima do ideal. Confiram o trailer adaptado. E, claro, ele só não perfeito por um detalhe: não tem o grito da águia no salto de fé. Eu gostei.

Assassin’s Creed, o trailer do filme: a estreia em 2017

Pois é, fãs de Assassin’s Creed, não basta ser brasileiro, tem que assistir filme depois da estreia também.  Enquanto o filme estreia em 21 de dezembro lá fora, aqui no impávido colosso nós só assistiremos ao filme de Assassin’s Creed em 19 de janeiro. É quase um mês depois do filme chegar ao mundo.

Isso significa que, se você, assim como eu, acompanha os sites gringos sobre Assassin’s Creed, este intervalo de tempo será o melhor período para você deixar de fazê-lo, já que teremos spoilers a dar com pau. Serão mais spoilers na internet do que NPCs no Assassin’s Creed Unity.

Ainda assim, é o que tem para hoje. Não há como reclamar, pois, no Brasil, existe toda uma porcaria de um pensamento retrógrado de que filmes blockbuster não devem estrear em época de férias – confesso que eu entendo o lado das distribuidoras. Se a porcaria do filme vende menos quando lançado nesses períodos, é melhor segurar mesmo para quando o povo voltar das férias e festas de fim de ano, depois lança tudo.

AC Drops Especial – Análises e comentários sobre o trailer do filme

Com todo o hype sobre o trailer do filme, as notícias semanais sobre Assassin’s Creed tiveram que ganhar um programa especial somente sobre este assunto. Ou seja, além do AC Drops semanal, eu fiz um vídeo experimentando um formato novo, falando por um pouco mais de tempo e apenas sobre um assunto específico.

O vídeo está disponível no canal do Tartaruga Cósmica, já que eu ainda não organizei o canal do Blog de Assassin’s Creed. Enfim, assistam, comentem, critiquem, deixem as opiniões de vocês e vamos nos falando.

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