Como Ezio Auditore matou Desmond Miles

(Aviso: o texto a seguir contém spoilers da trama moderna de Assassin’s Creed 3UnitySyndicate)

Assassin’s Creed não está em sua melhor forma, e para muitas pessoas isso não é surpresa. Os jogos e títulos recentes da franquia foram marcados por causar opiniões divididas, tanto entre a comunidade gamer em geral quanto entre os próprios fãs da série. Claro que alguns dos problemas que Assassin’s Creed enfrenta estão no desenvolvimento apressado de seus jogos mais recentes (o que causou os infames bugs de Assassin’s Creed Unity, entre outros), mas o problema que pretendo discutir aqui está na narrativa da saga. Tivemos nos últimos anos várias histórias interessantes no mundo de Assassin’s Creed, seja nos games, livros, quadrinhos ou no mais recente filme. No entanto, quase todos concordarão que falta algo. O número de pessoas que perdem interesse pela franquia deixa isso bem claro.

O que falta em Assassin’s Creed é uma conexão maior entre os diferentes arcos, tanto dentro quanto fora do Animus. Pois, apesar do arco promissor que vem sendo construído desde Assassin’s Creed Syndicate, e que está prestes a culminar na HQ mensal Assassin’s Creed Uprising, há de se concordar que os últimos anos foram confusos para a narrativa geral de Assassin’s Creed. E neste artigo pretendo descobrir onde é que esse problema começou. Mas, para adiantar um pouco, já podemos dizer que a chave para esse problema está no arco dos dias atuais. A trama que foi feita justamente para conectar todas as outras, e cuja ausência apenas faz mal à franquia.

Em suma, se antes Assassin’s Creed parecia um arco se expandindo para atingir um clímax grandioso, atualmente a série parece ter perdido seu foco. Black Flag, Rogue, Unity, Syndicate… Levando em conta suas tramas modernas, cada jogo parece apenas um episódio stand-alone, sem continuidade ou uma relação com os outros. Unity, por exemplo: o jogo começa com a Assassina Bishop dizendo ao jogador para encontrar um Sábio na Revolução Francesa e descobrir onde está seu corpo. Doze sequências depois, o jogo termina com os Assassinos descobrindo que o corpo do Sábio foi destruído com o tempo. E apenas isso. Unity não apresenta nenhuma missão nos tempos modernos e pouco conteúdo relevante; apenas dois personagens (sendo uma inédita) aparecem com suas vozes, e a trama geral não avança em nada. Ao fim do jogo, os Assassinos e Templários estão exatamente onde estavam quando o jogo começou. E isso é condenável. Para uma franquia que tenta situar sua história simultaneamente ao tempo do jogador, 2014 foi no geral um ano bem mal aproveitado para todos no universo de AC.

O rumo de Assassin’s Creed

Mas quando foi que a série perdeu seu foco? Qual foi o momento decisivo que finalizou os dias de glória de Assassin’s Creed? Acredito que a resposta esteja no jogo que é até hoje o Assassin’s Creed mais vendido de todos os tempos: Assassin’s Creed 3. Mais especificamente, na morte de Desmond Miles. Após cinco anos, o arco de Desmond atingira seu clímax derradeiro. O personagem foi construído aos poucos para chegar ao momento em que enfim salvaria o mundo do apocalipse, e assim ele o fez. Porém, para salvar o mundo, Desmond libertou Juno e se sacrificou no processo.

Desmond Miles em São Paulo, no jogo Assassin's Creed 3
Em Assassin’s Creed 3 Desmond Miles é um Assassino completo

Convenhamos que um sacrifício heroico não é uma coisa ruim para o personagem – desde, é claro, que ele não tenha sido em vão. Mas foi logo em seguida que a franquia perdeu seu foco. O jogo Black Flag trata a morte de Desmond com pouca cerimônia, e três anos depois, Juno ainda não tomou uma forma física. Embora Syndicate tenha feito promessas interessantes para o futuro de Assassin’s Creed, como a revelação do filho de Desmond e da intenção do Projeto Fênix de recriar a Primeira Civilização, continuamos no mesmo ponto em que estávamos ao fim de Assassin’s Creed 3.

Essa perda de foco, no entanto, foi uma escolha deliberada da Ubisoft. Por um lado é possível entender o motivo: com uma série de jogos cada vez mais extensa, é necessário para a Ubisoft fazer com que cada jogo novo da série seja acessível a fãs novos. Assassin’s Creed Origins, por exemplo, é o décimo jogo da série principal, mas não recebeu o título Assassin’s Creed 10. Pouquíssimas pessoas se interessariam em jogar um jogo novo se fossem obrigadas a jogar outros nove para poder entendê-lo, e esse é um dos motivos pelos quais os jogos recentes têm sido cada vez mais independentes entre si. Tendo cada um seu próprio período histórico e poucos personagens em comum, Black Flag, Unity e Syndicate são jogos incrivelmente amigáveis para novatos. Porém, para convidar novos jogadores, cada um destes teve de minimizar a história dos tempos modernos, já que a história dos tempos antigos é a que pode ser colocada em anúncios e cartazes.

Mas essa também não foi a única razão para a minimização do tempo presente. Por um acaso, já há algum tempo antes de Assassin’s Creed 3 muitos criticavam a presença de Desmond e da história dos dias atuais, compartilhando da opinião de que a história de Desmond era apenas uma distração da história que realmente interessava ao público: as aventuras históricas no Animus. E é por causa dessas reclamações que a Ubisoft decidiu matar Desmond em Assassin’s Creed 3 e reduzir o máximo possível a história dos dias modernos nos jogos a partir de Black Flag (o que, desde então, comprometeu seriamente a qualidade da narrativa).

Ou seja, para responder reclamações de fãs antigos e atender as necessidades de fãs novos, os produtores se livraram do enredo que mais importa para os jogos, aquele que conecta todas as outras histórias. E Assassin’s Creed 3 é a prova de que a história moderna pode agradar a todos se for bem-feita.

As mudanças de Assassin’s Creed 2

Mas se a história moderna de Assassin’s Creed é a principal, porque é que uma grande parte dos jogadores nunca percebeu isso? Quem é que as convenceu de que Desmond era um personagem inútil? A resposta é simples: Ezio Auditore. Sim, foi Ezio quem convenceu a Ubisoft a matar Desmond e prejudicar para sempre a franquia Assassin’s Creed. O Assassino que botou a franquia no mapa foi também responsável por quase destruí-la.

Como isso é possível? Para entender o que aconteceu, devemos voltar ao primeiríssimo jogo da série: Assassin’s Creed, de 2007. O criador, Patrice Desillets, já afirmou que ele queria nesse jogo que todos os elementos de gameplay fossem justificados pela história. O ato de morrer e retornar ao checkpoint é uma regra clássica nos games, mas em Assassin’s Creed há uma justificativa para isso: Desmond deve fazer tudo como Altaïr fez, e se não o fizer, ele perde sua sincronização e o Animus deve ser reiniciado.

E, justamente, o game Assassin’s Creed nunca deixa o jogador esquecer que ele está em um Animus. Quando o jogador inicia o game e clica em ‘Continuar’, ele não volta à última cidade em que Altaïr esteve, e sim ao laboratório da Abstergo. Deve-se sempre entrar no Animus para acessar as memórias de Altaïr, e isso nada mais é do que um modo de relembrar: “O verdadeiro protagonista é Desmond”. Tanto é que Desmond está sempre reaparecendo: o jogo é composto por 7 blocos de memórias de Altaïr, e todos eles (sim, todos) são intercalados por um trecho de gameplay de Desmond. Ou seja, apesar de estar na capa do jogo, Altaïr é apenas um coadjuvante, e divide o jogo com Desmond em 50%.

O carisma de Ezio roubou a cena em Assassin’s Creed 2

Isso muda drasticamente em Assassin’s Creed 2. O primeiro jogo de Ezio Auditore, um personagem cujo carisma acabou por ofuscar o enredo principal do game. Se antes Altaïr era um personagem secundário na história de Desmond, agora Desmond é quem parece ser um personagem terciário na história de Ezio. Excluindo DLCs, o jogo é composto por 12 sequências de memórias de Ezio, e contém apenas 3 trechos de gameplay com Desmond (um no início, um na metade e outro no final), o que mostra um claro retrocesso.

O fato de que o jogador não pode sair do Animus e conversar com outros personagens (como era possível no jogo anterior) apenas piora a situação, já que isso faz com que a trama moderna seja totalmente esquecida enquanto o jogador se concentra em lutar contra Templários italianos. Os quebra-cabeças do Indivíduo 16 são a única missão no mundo aberto que tem alguma relação com os tempos modernos, e mesmo assim é possível que o jogador complete todas as sequências sem nunca topar com nenhum deles. Resumindo, Assassin’s Creed 2 é um jogo nos dias modernos, mas apenas se o jogador quiser e tiver interesse de ir atrás desses quebra-cabeças.

Isso não seria um problema muito grande se não fosse por um detalhe: Assassin’s Creed 2 foi muito mais bem-sucedido do que seu antecessor, vendendo 1.6 milhão de cópias em apenas uma semana e recebendo unânimes críticas positivas. Isso significa que Assassin’s Creed 2 foi para muitas pessoas (incluindo este que vos fala) o primeiro contato com a franquia. Milhões de jogadores, com pouco ou nenhum contato com o jogo anterior, foram direto para o segundo jogo, realmente acreditando que Ezio era o verdadeiro protagonista da saga e que Desmond era apenas sua nota de rodapé. Inclusive, foi aí que começaram as críticas à existência da história moderna: muitos jogadores, não estando cientes da importância de Desmond, viram ele apenas como um modo chato de interromper a história que realmente importa.

O jogo termina reforçando o papel de Desmond: após enfim adentrar a Cripta do Vaticano, o que Ezio encontra não é uma revelação para ele, e sim uma mensagem enviada diretamente para Desmond. A Primeira Civilização surge pela primeira vez, e Desmond é o grande escolhido deles para salvar o mundo da próxima calamidade em 2012. Isso por si só já mostra o quanto Desmond é mais relevante para a trama geral que Ezio. Mas o estrago já estava feito.

A evolução de Desmond ao longo dos jogos

Assassin’s Creed 2 foi um sucesso. Jogadores louvavam e apreciavam Ezio ao mesmo tempo em que ignoravam e criticavam Desmond. E o jogo seguinte, Assassin’s Creed Brotherhood, foi criado para atender à demanda de mais Ezio. Nesse jogo, a trama do presente ao mesmo tempo evolui e retrocede. Evolui porque há mais conteúdo para se ver: os quebra-cabeças de Dezesseis abordam conspirações mais atuais, e terminam com um diálogo importantíssimo entre Clay/Indivíduo 16 e Desmond; além disso, novamente há a habilidade de sair do Animus, e Desmond pode conversar com seus colegas, ler e-mails e explorar Monteriggioni à vontade.

Todos esses pedaços de conteúdo são excelentes para progredir a trama. Mas então qual é o retrocesso de Brotherhood? Porque tudo isso é opcional. Novamente, Ezio ainda é o foco, e nada do tempo presente é apresentado ao jogador se ele não o procurar por vontade própria. Em Assassin’s Creed 2 havia 3 trechos de gameplay com Desmond. Em Brotherhood, há apenas 2 trechos obrigatórios. E as pessoas que se acostumaram a Ezio em Assassin’s Creed 2 dificilmente terão a iniciativa de procurar o conteúdo do Desmond nesse novo jogo.

A desvalorização de Desmond continua em Assassin’s Creed Revelations. Temos um excelente conjunto de missões em primeira pessoa explicando a história do personagem, mas novamente elas não são obrigatórias, e para piorar, seu estilo de gameplay incomum acaba afastando os jogadores ainda mais. Na verdade, em Revelations simplesmente não há nenhum trecho de gameplay obrigatório para Desmond. Ele aparece em cutscenes e diálogos curtos, mas mais do que nunca os jogadores não o verão se não quiserem.

As missões d’A Jornada de Desmond, em Assassin’s Creed: Revelations, foram controversas por seu gameplay peculiar

Há quem argumente que a história dos dias modernos não deveria ser forçada aos que não se interessam por ela. Mas essa é a questão: todos deveriam se interessar por ela, e se não se interessam é porque alguém falhou em convencê-los. A história dos dias modernos deveria ser o verdadeiro foco de Assassin’s Creed, mas a popularidade de Ezio Auditore reverteu isso. Ao tornar Ezio o foco da saga, a Ubisoft criou uma legião de fãs cegos do personagem. E foi essa mesma legião que acabou por se voltar contra a própria Ubisoft e convencê-la a se livrar de Desmond e da história moderna.

Após Revelations, a decisão já estava feita. Assassin’s Creed 3, de 2012, iria mostrar Desmond morrendo para salvar o mundo do apocalipse, e pôr um fim a esse personagem tão ignorado pelos “fãs”. Mesmo assim, Assassin’s Creed 3 acabou sendo uma breve visão daquilo que poderia ter sido: Ezio se foi, e agora Desmond é um Assassino perfeito. Somando suas missões, puzzles, diálogos e e-mails, Desmond nunca foi um personagem tão relevante. Em suas quatro missões obrigatórias, Desmond usa todas as suas habilidades de parkour em Manhattan, de furtividade em São Paulo e seu aprimorado combate no campus da Abstergo em Roma, para finalmente enfrentar a Ordem dos Templários pela primeira (e última) vez. Logo após dar-lhe seu momento de glória, a Ubisoft se livra de Desmond, esperando que sua ausência faça a franquia vender mais e ser mais respeitada. Agora, olhando para o que ocorreu depois disso, é fácil perceber o quanto eles estavam errados.

Para a evolução da história moderna, e da narrativa como um todo, resta apenas torcer. Apesar de tudo, os títulos mais recentes da franquia (a trilogia de livros Last Descendants, o livro Heresy, o filme de 2016 e a atual série de HQs Uprising) acertaram no tom, ao dar foco ao presente e usar o Animus apenas como um apoio. Se Assassin’s Creed Origins também seguir essa tendência (e se os boatos estiverem corretos e este for o primeiro de uma trilogia), temos motivo para esperança.

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6 Comments

  1. Se for uma trilogia, então talvez criem um novo Desmond. Um novo personagem com uma nova história, e que seja tão relevante quanto o Desmond foi no AC1. Mas que ao mesmo tempo se conecte com a história já existente, de forma que os novos jogadores entendam a história dos dias atuais e se envolvam com o novo personagem e a nova história. Isso agradaria tanto os fãs antigos quanto os novos. Eu espero que seja isso mesmo.

    • Falou bem, Luiz. AC Origins é a oportunidade perfeita para reparar os problemas da franquia. Criar um novo protagonista para o tempo presente é uma escolha natural, ainda mais com os últimos livros e HQs dando tanta ênfase a essa história. Em termos de gameplay, a Ubisoft já mostrou que não está com medo de se reinventar esse ano. Agora resta esperar para saber se isso vai se estender à história moderna também ou se a Ubisoft apenas usará a trilogia de Bayek para transformá-lo em um novo Ezio.
      Afinal, infelizmente nós não temos visto muita conexão entre os jogos e os outros títulos transmídia. Porque claramente a equipe trabalhando no enredo das HQs se importa com os Assassinos do presente e sabe acertar o tom. Mas no fundo eu tenho a impressão de que a Ubisoft criou as HQs nos tempos modernos como uma desculpa para não precisar colocar essa trama nos jogos. Eu espero estar errado, mas sempre que alguma entrevista pergunta aos diretores do Origins sobre a trama moderna, eles falam pouca coisa e dizem que será uma surpresa, mas eu não sinto tanta confiança na fala deles.

      • Chega a ser frustrante. A ubisoft nem larga os dias atuais de vez (nos jogos), e nem os explora apropriadamente. Fica só com uns videozinhos e uma história mal explicada (pra quem não lê as HQs) e apressada. Tudo indica que vai melhorar no origins, a julgar pelas entrevistas e rumores. Como você disse, se a ubisoft tem tanta coragem pra reinventar e renovar a franquia, talvez eles tenham essa mesma coragem pra fazer isso no presente. Esperemos que sim.

        • Eles poderiam usar o filho do desmond no ac origins ,e como um prologo dizer que ele já reviveu as memórias dos assassinos que o desmond viveu,e que os assassinos podem contar para ele o que aconteceu com o desmond, assim já criando um vínculo desse personagem com os outros jogos da saga que já passaram

  2. Caraca, concordo plenamente. Notei que a franquia piorou depois do Ezio…
    Sou um dos fans que são cegos pelo personagem, mas realmente faz sentido isso…
    e, se não me engano, eu preferi jogar com o Desmond do que com o connor, no AC 3…
    anyway, boa matéria. Me fez ter outro ponto de vista sobre o que aconteceu e agora, pensar sobre o quão melhor poderia ter sido se continuassem com o desmond…

  3. Primeiro, preciso dizer, belíssimo texto. Concordo com tudo nele, mesmo meu conhecimento sobre a série em geral ser pequeno.

    Agora, sobre as possibilidades do(s) novo(s) jogo(s): eu conheci AC através do Black Flag. Tive várias chances de jogar as sagas anteriores no PS3 mas nunca tive interesse. Não por ele ser ruim (nunca achei isso), mas porque na época dos lançamentos dos anteriores, eu estava focado em outros jogos. Black Flag caiu na hora certa pra eu dar uma chance ao jogo e me apaixonar pela série. Então, eu não tenho tamanho apego a Desmond, Altair ou (o idolatrado) Ezio.

    Após jogar Black Flag, me apaixonei pela história e corri atrás dela em videos do YouTube e textos, antes mesmo de jogar os jogos anteriores. Gostei muito e, por isso, acabo me identificando muito com esse texto pois, vendo de uma perspectiva de quem não passou pela fase anterior a Black Flag, parece mesmo triste o rumo que a série tomou.

    Mas agora, pensando à frente, eu sou apaixonado por outra franquia da Ubisoft, Watch Dogs. Sim, gostei até do primeiro, apesar dele não ter sido tão grandioso quanto prometeu (e por isso recebe mais críticas injustas do que justas até hoje). E, sabe-se, WD tem easter eggs que apontam por ser parte do universo de AC. Com essa idéia em mente, pelo menos do meu ponto de vista, penso que eles deveriam apostar em grandes partes dos próximos jogos se passando nos dias atuais. Mas grandes mesmo, tipo 1/3 do jogo. Usando a idéia de WD, onde as armas brancas (e hackear) sejam mais importantes que armas de fogo, seria bem legal um “novo Desmond” tendo um cenário relativamente grande pra explorar, investigar sem necessariamente sair atirando e explodindo tudo no estilo “GTA”.

    Assim como já fizeram em outros jogos de franquia, especialmente o 1 e o 3, dar uma importância maior aos dias atuais, dividindo o protagonismo com qualquer época do passado, acho que faria bem pra franquia. E, como eu disse, a Ubi tem experiência bem favorável nisso como mostrou em WD. Eu até disse que, pode ser, que os universos de ambos sejam compartilhados mas isso não precisa necessariamente acontecer. A idéia do WD seria reaproveitar mecânicas e estilo do jogo pra portar isso para um AC, onde a mescla num mesmo jogo entre passado e presente fosse maior. Claro, também, não é necessário ter um mapa do tamanho de WD2 nos dias atuais, mas um bairro, um trecho de uma cidade, uma pequena ilha habitada com um QG da Abstergo, com guardas pra passar em stealth, puzzles etc seriam um ganho na franquia.

    Claro, estou dando uma opinião de quem gosta dos dois jogos (AC e WD), que uniria o melhor dos dois. Como foi feito em AC3, nas partes jogáveis com Desmond, acho que esse estilo de jogo no mundo moderno poderia ser explorado bem mais nos jogos, fazendo os jogadores se conectarem novamente a idéia entre presente e passado interagindo. Se todos os jogadores iriam gostar disso, eu realmente não sei. Eu, pelo menos, me encantaria por um jogo assim.

    PS: desculpa pelo textão.

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