Prince of Persia Assassin e a construção de Assassin’s Creed

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A grandiosidade de Assassin’s Creed tem uma origem (tipo, como tudo no universo) e ela é bem bacana. Nem todo mundo sabe que a origem da maior franquia da Ubisoft tem relação com outra franquia famosa da empresa. Sim, você não “achou demais” quando viu semelhança entre Assassin’s Creed e Prince of Persia. As séries têm muito em comum e aqui você vai saber mais sobre Prince of Persia Assassin e a construção da franquia.

Prince of Persia: Assassin

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Assassinato aéreo: um dos movimentos dos Hashashins

Assassin’s Creed é uma franquia grandiosa, sim. Ponto. Entretanto, algumas fatores acabaram por ajudar a franquia a se estabelecer no mercado. O sucesso de Assassin’s Creed, sob meu ponto de vista, é justificável pela simples “genialidade” de todo o conjunto da obra, só que, talvez, a origem do jogo já tenha sido grande o suficiente para garantir o sucesso.

Estamos falando de Prince of Persia Assassin.

Hoje, não é novidade nenhuma falar sobre tal título, só que nem todo mundo sabe de tal história. Segundo Philippe Bergeron, diretor de design da Ubisoft Montreal, Assassin’s Creed surgiu quando as pesquisas para a construção do jogo Prince of Persia: The Two Thrones, que foi lançado em dezembro de 2005, começaram a tomar “promoções” muito maiores que o planejado. Durante o desenvolvimento deste Prince of Persia, as pesquisas relacionadas à época da Terceira Cruzada foram se aprofundando “demais” e abriram margem para o desenvolvimento de algo onde o tema seria muito melhor aproveitado.

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Prince of Persia the Two Thrones, onde a pesquisa sobre Assassin’s Creed teria começado

E o que seria Prince of Persia Assassin?

Basicamente, teríamos a história ainda centrada no personagem “Príncipe”, porém, no jogo, ele ainda seria uma criança ou adolescente, e o jogador controlaria um (ou mais) personagem(ns) membro(s) da equipe de guarda costas deste jovem. Uma ideia simples, porém muito legal, tanto para quem já era fã da franquia, quanto para novos jogadores. Além dos elementos já presentes em Prince of Persia, como lutas acrobáticas, um pouco de le parkour e muitos diálogos, este jogo traria algo novo para quem sempre jogou os games da franquia: Prince of Persia Assassin seria “mundo aberto”.

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Arte conceitual de Prince of Persia Assassin

Alguns anos depois (2008), o considerado “reboot” da franquia Prince of Persia adicionou tal elemento, o que resultou em algo excelente. Quem jogou Prince of Persia – também conhecido como Prince of Persia 4, ou simplesmente “aquele, com a Elika” -, sabe quão fascinante são os cenários e, provavelmente, se divertiu ao caminhar, escalar ou correr até um ponto distante do cenário.

O jogo também ficou famoso pelos excelentes diálogos e, claro, pela inovação genial no formato de “morte” e continue do jogo – quem jogou, sabe o que eu ‘tô falando. Se, por algum motivo no COSMOS você ainda não pegou para jogar este Prince of Persia, só te digo uma coisa: do it!

Veja esta foto e me diga que ‘não é legal’ poder andar até aquele lugar…

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O excelente reboot de Prince of Persia e seu lindo cenário

Isso é o que temos de “versão oficial” sobre Prince of Persia Assassin (Se souber mais sobre, deixe o link nos comentários, eu agradeço). Sinceramente, eu gostaria de mais detalhes acerca do desenvolvimento destes dois jogos de Prince of Persia, tanto Prince of Persia: the two thrones, quanto Prince of Persia Assassin. Como não joguei a trilogia das areias do tempo de Prince of Persia, não posso dizer com propriedade, mas, segundo algumas pesquisas e testemunhos de pessoas que a jogaram, todos perceberam que, em algum momento, a série “mudou um pouquinho” o rumo que estava tomando. Isso coincide com o que temos sobre “a pesquisa se tornou grande demais”. A meu ver, Prince of Persia Assassin seria um grande jogo da franquia do príncipe, mas alguma boa alma (que, na minha realidade, eu acredito ser o homem que falarei sobre, no texto abaixo), em algum momento, percebeu que dava para fazer outra coisa muito maior, e o fez.

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Manto branco e cavalos: detalhes comuns em Assassin’s Creed

Como, hoje, nós temos Assassin’s Creed firme e forte nas paradas de sucesso, acho muito bacana ver o que a franquia poderia ter sido. Gosto muito dessas coisas e, espero, conseguir algum material oficial falando sobre. Quem sabe, quando Assassin’s Creed completar 10 anos, os carniceiros caras da Ubisoft não lancem uma edição comemorativa para sugar o dinheiro presentar os fãs, e nela tenhamos mais informações de como a franquia foi criada? Eu compraria.

Separei aqui embaixo algumas imagens do que era para ser Prince of Persia Assassins. Muitas dessas fotos são oficiais, viu? No entanto, algumas, eu fico na dúvida, mas, confesso, ficaram bem boas.

Nas fotos, é possível identificar diversos elementos da franquia Assassin’s Creed, claramente pensados na realidade de Prince of Persia. Começando pelo visual.

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Elementos de escalada tão comum em Assassin’s Creed e Prince of Persia

Existia até um vídeo do protótipo de Prince of Persia Assassins que rola por vários sites da Internet. Eu, sinceramente, não conheço, nem atesto pela veracidade dele. Entretanto, pelo estágio em que o projeto parecia estar, é bem possível que tenham chegado a montar um betazinho desses para que testassem algumas coisas do possível jogo. Eu assisti, quando ainda existia, e resolvi acreditar no vídeo, já que não sabemos exatamente o que já havia sido construído do jogo, antes de tomarem a decisão de “mudarem” a franquia para algo maior.

Sem contar que, como a Ubisoft revogou o vídeo por causa de direitos autorais, então, deve ter sido de verdade mesmo. Eu deixei o link do vídeo aí, para vcs verem que é de verdade. Mas, como não dá para assistir, temos que ficar apenas com os prints do vídeo mesmo.

E o vídeo que não existe mais…

Além desse vídeo que não existe mais, tem uma trilha sonora disponível no vídeo abaixo que diz ser do cancelado Prince of Persia Assassin. A trilha é assinada por ninguém menos que Jesper Kid, responsável pela trilha sonora dos jogos de Assassin’s Creed da trilogia Ezio (Assassin’s Creed II, Assassin’s Creed Brotherhood e Assassin’s Creed Revelations). Não se trata de um canal qualquer, já que o forte do inter230407 traz apenas trilhas sonoras em suas playlists.

Claro que existe um grande porém nisso tudo. Um porémzaço. Ou, como diria um amigo meu, “isso tem um lado porém”: você precisa saber o que é Prince of Persia. Caso não saiba, na boa: Google. Se eu for explicar aqui, o post vai ficar muito maior do que parece. Claro, como eu sou bróder, vou deixar um link bacana: a Wiki de Prince of Persia. Divirta-se.

A construção da franquia Assassin’s Creed: Patrice Désilets

Conhecido por ser o “criador de Assassin’s Creed, Patrice Desilets foi o diretor criativo dos dois primeiros ACs, Assassin’s Creed, de 2007 e Assassin’s Creed II, de 2009, e também contribuiu bastante para a criação de Assassin’s Creed Brotherhood.

Depois de pesquisar um pouco (não tao pouco, mas não muito, também), em todos os lugares que encontrei informações sobre o criador de Assassin’s Creed, lá estava o nome de Desilets. Assim sendo, até segunda ordem, Patrice Désilets é o criador de Assassin’s Creed.

Prince-of-Persia-Assassins-Origem-Assassins-Creed-Patrice-Desilets-10Aqui neste post, não vou me preocupar em falar sobre o currículo de Patrice Désilets. Para isso, você pode visitar a página da wikipedia dele, ou, melhor ainda, conhecer a trajetória profissional do cabra através do perfil dele no LinkedIn. Esta parte do post é para mostrar minha especulação a respeito da presença e colaboração de Désilets à franquia Assassin’s Creed e como isso a influenciou, seja nos jogos em que esteve presente, seja na ausência dele.

Atualmente fora da Ubisoft e com seu próprio estúdio de games, o Panache Digital Games, Patrice trabalha em títulos interessantes, mas que estão já faz um bom tempo em desenvolvimento. Independente disso, a relação de Désilets com a franquia Assassin’s Creed será sempre lembrada. Primeiro, se ele é realmente o criador da série, pronto; já devemos muita coisa à sua mente criativa. Se alguém, em algum momento, acha isso um exagero, eu sugiro, de coração, pesquisar para saber o que faz um diretor criativo num projeto como um jogo, depois, pode me chamar nos comentários. Voltando…

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Arte conceitual de Prince of Persia Assassin

A presença de Patrice Désilets na franquia pode ser resumida a uma particularidade da série: o enredo envolvendo Desmond. Daqui para frente, acho importante ressaltar, o texto segue a realidade paralela do mundinho onde eu vivo. Se você discorda veemente do que eu acho, peço, encarecidamente, que aponte isso nos comentários e, melhor ainda, me apresente os fatos, pois, sinceramente, eu gostaria muito de saber o que realmente aconteceu nos desenvolvimentos dos títulos de Assassin’s Creed. Isso claro, retomo: nos jogos em que Patrice Désilets comandou, era evidente a importância do personagem principal Desmond Miles.

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Desmond Miles

Primeiro, sob o ponto de vista do enredo. A história sempre centrada em Desmond Miles mostrava que o jogo era algo, ainda que “grandemente significante” dentro do panorama geral, ela era, ainda, um acessório ao que aconteceria na trama principal. O próprio fato de estarmos “redescobrindo” o passado junto a Desmond, como jogadores, mostrava que estávamos apenas buscando saber o que já aconteceu, para depois remontar e ressignificar e entender o que aconteceria no presente. Ou seja, “o grande papel da história em nossa vida mesmo” (e você cabulando as aulas de história no colégio…). A compreensão do passado, jogada através dos Assassinos antigos da ordem, era acessória, ainda que o principal entretenimento do jogo (onde o jogador e Desmond, passam mais tempo).

Segundo, além da importância de Desmond na história, até mesmo a parte “visual” do jogo continha elementos marcantes, que parecem fazer parte da decisão de Patrice Désilets. Altair, Ezio e Desmond possuem o mesmo rosto. Sim, quando você joga Assassin’s Creed e Assassin’s Creed II, é indiscutível a semelhança. Isso é uma representação do parentesco e herança genética entre o assassino do período passado e o personagem principal do jogo, no presente. Atualmente, vejo em diversos lugares, a criançada criada a leite com pêra que começou a jogar Assassin’s Creed no Unity ou no Black Flag, e eles perguntam “Nossa! Vocês repararam que o Altair e o Ezio tem o mesmo rosto?” e outros também reparam isso e perguntam “o porquê”. Bem, isso é a concretização visual do elo entre Desmond e os assassinos antigos. Viajando um pouco mais, é possível dizer que os dois assassinos retratados nos dois primeiros jogos são “facetas” do personagem principal: Altair é arrogante no começo, para depois reconhecer as consequências de seus atos e Ezio é inconsequente no começo, para depois perceber o peso e responsabilidade em suas mãos. Tudo isso é “passado” por Desmond, no tempo presente.Esses detalhes, sinceramente, me deixaram “apaixonado” pela história de Assassin’s Creed. Mérito de Patrice Désilets.

Reforço isso, pois, depois que ele saiu da Ubisoft, coincidentemente, a franquia seguiu outro caminho (que eu não estou dizendo que é ruim, mas, apenas, que este caminho não inclui grandes planos para Desmond). E, acho, isso é até assunto para outro post (Boa ideia, vou anotar aqui…).

A construção da franquia Assassin’s Creed: Jade Raymond

Mesmo com a fama de Patrice Désolets, seu currículo na Ubisoft e o título de criador de Assassin’s Creed, é bem possível que você não o conheça, mas saiba exatamente quem é este rostinho encantador abaixo.

Prince-of-Persia-Assassins-Origem-Assassins-Creed-Jade-Raymond-11As meninas vão praguejar, pois a coisa soou machista. Peço desculpas por isso, mas, este caso retrata duas coisas: um, como o mundo dos games ainda é muito machista. Dois, como nós, homens, continuamos idiotas. E falarei disso mais adiante. Primeiro, falemos sobre Jade Raymond.

Jade Raymond começou como desenvolvedora e passou por grandes empresas dos games: Sony Online Entertainment, Eletronic Arts e Ubisoft. Entretanto, falando, especificamente, de Assassin’s Creed, Jade Raymond foi produtora do primeiro Assassin’s Creed e, logo depois, produtora executiva de Assassin’s Creed II. Ou seja, a menina representou bem a saga. No fim do ano de 2014, Jade Raymond deixou o cargo de “diretora” da Ubisoft Toronto e, até onde sei, era correspondente do G4 Electric Playground, que eu não vou me esforçar nem um pouco para explicar o que é. Atualmente, por todos os canais por onde procurei, a única coisa sobre o futuro de Jade Raymond é que ela pretende continuar na indústria dos games.

‘Tá. E daí?

Um pouco da polêmica sobre Jade Raymond está em como ela ganhou evidência, em paralelo às suas competências. Sim, é isso que você está pensando. Jade Raymond é uma profissional competente. Isso, seu histórico parece atestá-la. O que gera todo o burburinho é o fato de Jade Raymond ser uma tchuca de primeira. Tchuca de primeira significa que ela é linda e gostosa. Para piorar a situação, ela é inteligente e não só gosta de games como os joga. Ou seja, ela virou a tara de muitos gamers virgens de plantão. E aqui entra a questão de como homem é babaca e isso acaba virando tema de machismo para as extremistas.

Por um lado, muita gente acabou atribuindo a própria criação de Assassin’s Creed a Jade Raymond. Quando me apresentaram o jogo, disseram que ela havia criado a franquia. Não sei como isso surgiu, mas, até hoje, ainda vejo comentários do tipo. E a mulher, por mais que seja uma excelente profissional, acabou se tornando uma “deusa dos games”, por ser tudo o que ela é profissionalmente, mais o fato de ser gamer e ser linda. Ou seja, mundo machista.

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Jade Raymond e Patrice Desilets, os responsáveis pelo sucesso de Assassin’s Creed

Maaaass, independente disso, de alguma maneira, acho, todo fã de Assassin’s Creed agradece aos dois. Afinal, se essas mentes não tivessem trabalhado, não teríamos a série de assassinos tão conhecida hoje…

A construção da franquia Assassin’s Creed: Corey May

Prince-of-Persia-Assassins-Origem-Assassins-Creed-Corey-MayPara encerrar a santíssima trindade criadora de Assassin’s Creed vem aqui o último nome, mas não menos importante. Corey May foi o principal escritor da saga, sendo o responsável direto por Assassin’s Creed (I), Assassin’s Creed II e Assassin’s Creed III. Não apenas isso, ele também ajudou os outros escritórios a fazerem a história de Assassin’s Creed Brotherhood, Assassin’s Creed Revelations e Assassin’s Creed Syndicate.

Toda esta contribuição de Corey May prova duas coisas: primeiro, a consistência de Assassin’s Creed estava em boas mãos quando alguém controlava a história com um objetivo mais direto. Se Corey May concebeu Assassin’s Creed (I), Assassin’s Creed II e Assassin’s Creed III, é possível interpretarmos que esses seria os jogos principais e Assassin’s Creed Brotherhood e Assassin’s Creed Revelations teriam surgido quase como um “spin-off”. QUASE. Preste atenção no que eu disse.

Segundo, sem a presença de Corey May, é notório que a Ubisoft se perdeu. Ainda que os jogos tenham saído muito bons, Assassin’s Creed IV Black Flag, Assassin’s Creed Rogue e Assassin’s Creed Unity mostraram que o tempo presente na saga estava simplesmente perdido. Com esta situação, eles até tentaram arrumar tudo chamando Corey May de volta para colocar a casa em ordem em Assassin’s Creed Syndicate.

Atualmente, em 2016, Corey May é presidente e co-fundador da sua própria empresa, a SekretAgents Productions, responsável por alguns vários games, sendo o último deles grande conhecido Batman Arkham Origins.


E aí? Curtiu? Espero que sim.

Obviamente, a origem de Assassin’s Creed não é só essa, mas, é uma boa introdução. Caso você tenha mais informações acerca, ou se eu falei algo errado aí em cima, coloque nos comentários e a gente vai se falando.

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