Quanto dos livros é original?

Hoje, dia 6 de novembro, é o lançamento oficial do novo livro de Assassin’s Creed: Juramento do Deserto, uma prequel de Assassin’s Creed: Origins que explorará a fundo a juventude do Assassino Bayek de Siuá. Assim como 2016 foi um ano de folga em que não tivemos nenhum jogo novo, este também é o primeiro livro da série escrito por Oliver Bowden desde 2015.

Porém, volta e meia eu vejo alguém na comunidade de AC, seja no Facebook, Reddit ou o que for, perguntando sobre os livros de Assassin’s Creed – especificamente os escritos por Oliver Bowden. Uma vez que cada um dos livros está vinculado a um jogo, muitas pessoas se perguntam se deveriam lê-los antes ou depois de jogar o jogo, ou mesmo não lê-los. Em uma resposta curta, mesmo que alguns dos livros tenham a mesma história que seus respectivos jogos, cada um tem algo único ou um novo pedaço de informação para se diferenciar dos jogos.

Então, os livros valem a pena? Depende muito do que você espera deles.

Pensando nisso, eu decidi fazer este guia para ajudar as pessoas a decidir se realmente vale a pena comprar e ler os livros. Eu voltei para cada um dos oito livros, comparei-os com as transcrições do jogo encontradas na Wikia de Assassin’s Creed, e contei quantas páginas foram dedicadas a adaptar os jogos e quantas têm conteúdo novo. Devo dizer que alguns dos resultados realmente me surpreenderam. Mas tenha em mente que estas são apenas estimativas, uma vez que a maneira como os livros misturam o jogo e a narrativa torna difícil ser preciso a respeito do quanto de cada livro é original. E claro, eu usei para esta estimativa as versões brasileiras dos livros, então, como certamente há diferenças de páginas entre diferentes edições, os gráficos que eu fiz mostram os livros em porcentagem, e não em número absoluto de páginas. Aliás, nesta análise eu considero “conteúdo inédito” qualquer coisa que não seja representada diretamente nos jogos. Então, se há um novo diálogo no meio de uma missão de jogo, ou se uma missão do jogo acontece no livro de forma totalmente diferente, eu considero isso como conteúdo inédito.

No aquecimento para o Juramento do Deserto, espero que vocês gostem da minha análise e achem-na interessante, e se você ainda não leu os livros, espero que este guia o ajude a escolher quais deles valem o seu tempo. Vou tentar manter tudo neste post livre de spoilers para as pessoas que planejam ler os livros e ainda desfrutar das surpresas, mas eu vou detalhar alguns pontos vagos da narrativa.

Sem mais delongas, vamos para os detalhes:

(Observação: Spoilers estão escritos com fonte branca. Para lê-los, selecione o texto com o mouse)


Renascença (2009)

2017-11-06

Renascença foi o primeiro romance de Assassin’s Creed, e foi lançado em 2009 juntamente com Assassin’s Creed II. Na época o livro tinha bastante conteúdo exclusivo, mas uma parte dele foi mais tarde disponibilizado nos jogos também, através de DLCs para Assassin’s Creed II ou missões secundárias para Assassin’s Creed: Brotherhood. Esta é uma novelização direta de Assassin’s Creed II sem Desmond (como vocês podem já saber, nenhum dos romances de Oliver Bowden contém qualquer segmento nos tempos modernos ou no Animus), detalhando a vida de Ezio Auditore desde sua juventude até sua jornada como Assassino contra Rodrigo Bórgia .

Embora com a mesma história, o livro tem suas diferenças, pois há muito investimento na contextualização do enredo, com várias referências históricas (Afinal, Oliver Bowden é um historiador especializado no Renascimento). Algumas das missões do jogo são alteradas para ter novos diálogos: por exemplo, ao caçar Vieri, Ezio deve parar para convencer um velho amigo de Mario a trair os Pazzis. E alguns dos capítulos do livro são mais historicamente precisos do que no jogo: Ezio ouve sobre Baroncelli ser enforcado, enquanto que no jogo é Ezio quem o mata. Além disso, ao contrário do jogo, o enredo não está convenientemente centrado em torno de 3 ou 4 cidades – Ezio realmente viaja para muitos lugares por todo o norte da Itália, e seu amigo Leonardo não está sempre instalado nos mesmos lugares em Florença ou Veneza .

O romance também se preocupa muito em mostrar a vida amorosa de Ezio, detalhando melhor sua relação com Cristina (que apresenta cenas que mais tarde seriam implementadas em missões secundárias para Assassin’s Creed: Brotherhood), Rosa e Caterina. Falando em Caterina, Renascença também adapta as DLCs do jogo antes mesmo que elas fossem lançadas para o jogo. A Sequência 12 (Batalha de Forlì) recebe muita atenção, enquanto que a repetitiva Sequência 13 (Fogueira das Vaidades) é incrivelmente encurtada: apenas um dos nove assassinatos é descrito. Falando nisso, muitas pessoas que jogam o jogo se confundem com as DLCs: há uma diferença de dez anos entre o fim da Sequência 12 e o início da 13. Na linha do tempo do jogo, essa lacuna é preenchida pelo jogo de Nintendo DS Assassin’s Creed II: Discovery, mas esse título é completamente ignorado pelo livro. Em vez disso, Ezio passa esta década viajando pela Itália, ativamente procurando seu alvo, Savonarola.

A versão brasileira do livro foi lançada em maio de 2011, e traduzida por Ana Carolina Mesquita. No geral a tradução é bem competente e profissional. Termos em Italiano são integrados naturalmente à narrativa do livro, o que vejo como um ponto positivo. Os nomes dos personagens, em sua maioria, permanecem em Italiano mesmo para personalidades com nomes aportuguesados (como ‘Lorenzo’ em vez de ‘Lourenço’, ‘Caterina’ em vez de ‘Catarina’), mas alguns sobrenomes foram aportuguesados: ‘Médici’ e ‘Bórgia’ recebem acentos agudos. O único nome totalmente aportuguesado é o de Nicolau Maquiavel (em vez de ‘Niccolò Machiavelli’). O sobrenome de Ezio também foi aportuguesado como ‘Ezio Auditore de Florença’, o que não vejo como um problema. Outro nome traduzido é o de La Volpe, que ao longo do livro é chamado como ‘Raposa’, o que acho que tira um pouco da contextualização do jogo. Porém, Renascença foi lançado antes que os jogos Assassin’s Creed começassem a ser traduzidos para o Português Brasileiro (Assassin’s Creed: Revelations sendo o primeiro, alguns meses após o lançamento brasileiro de Renascença), o que implica que alguns termos clássicos da saga são traduzidos de maneira diferente da que estamos acostumados: o manto típico dos Assassinos é traduzido como ‘gibão’ (do Inglês ‘robes’), mas a versão que mais causa estranhamento é o termo ‘adaga escondida’, que contrasta com o consenso dos fãs ‘lâmina oculta’ (do Inglês ‘hidden blade’).

Irmandade (2010)

2017-11-06 (1)

Como nos jogos, o livro Irmandade (Brotherhood) começa exatamente onde o anterior termina, embora neste caso a data seja alterada, de 1499 a 1503 (Spoilers: minha teoria é que Bowden queria que a missão final de Assassin’s Creed II coincidisse com o ano em que Rodrigo Bórgia morreu, mas isso teve que ser corrigido mais tarde, já que ele apenas morreria no jogo seguinte). Muitas das diferenças entre RenascençaAssassin’s Creed II também se aplicam a este livro, embora eu pense que algumas delas são intensificadas. O jogo Assassin’s Creed: Brotherhood na verdade era mais curto do que Assassin’s Creed II, porém esta novelização é tão grande quanto a anterior, então há muito diálogo expositório, como se os personagens de repente se tornassem professores de História e quisessem que o leitor aprendesse tudo sobre a época. Há um capítulo extremamente longo no início do livro, no qual Ezio e Maquiavel fazem um passeio por Roma, que é basicamente os tutoriais da Sequência 2. Essa é uma questão que eu sinto ficar bem estranha neste romance. O jogo tinha muitas atividades de mundo aberto que tinham de ser introduzidas durante a campanha, mas esses tutoriais não têm motivo nenhum para estarem no livro. Esses momentos “videogamescos” não prejudicam tanto o enredo, mas eles se sentem bem inusitados e deslocados. Há um momento entre as Sequências 7 e 6 (neste livro elas são alternadas) quando Ezio fala com sua mãe e La Volpe, e eles têm o mesmo diálogo que é tido na introdução às suas respectivas missões das guildas, mas essas informações não levam a nada no livro.

Agora de volta ao enredo, este romance também detalha mais a vida amorosa de Ezio, através de Caterina Sforza. Embora ela não tenha muito mais tempo de tela (ou seria tempo de página?) no livro, nós aprendemos mais sobre os sentimentos de Ezio por ela. Em outro assunto, no jogo, vemos que La Volpe suspeita que Maquiavel esteja traindo os Assassinos e, neste livro, essa suspeita é um tema recorrente, e mesmo Ezio tem dúvidas sobre ele ao longo do livro. Finalmente, a maior porção de conteúdo inédito é guardada para o final do romance. Tal como em Assassin’s Creed II, o jogo Assassin’s Creed: Brotherhood tem uma lacuna de 4 anos entre sua penúltima e sua última missão. O livro ignora a DLC O Desaparecimento de Da Vinci (passada em 1506), e, em vez disso, Ezio gasta esses anos viajando para a Espanha e procurando Cesare Bórgia.

A versão brasileira de Irmandade foi publicada em março de 2012, e traduzida por Edmo Suassuna, o que leva a alguns problemas. Irmandade sendo uma sequência direta de Renascença, é bem desagradável que o tradutor tenha sido mudado, pois isso leva a várias pequenas inconsistências de tradução. Em primeiro lugar, termos em Italiano e Francês ainda aparecem no livro, mas sua presença parece forçada em vários momentos. É comum que um personagem diga uma frase em Italiano, apenas para logo em seguida repeti-la em Português. Entendo que a intenção do tradutor era garantir que o leitor entendesse plenamente o que os personagens dizem, porém acho que isso é extremamente contraditório: a intenção de colocar uma língua estrangeira em um livro, filme ou game é fazer com que o leitor se sinta imerso na história. Fazer o personagem dizer duas vezes a mesma frase quebra completamente essa imersão. A tradução dos nomes segue o mesmo princípio do livro anterior: o único nome novo a ser aportuguesado é o de Lucrezia Borgia (‘Lucrécia Bórgia’), e o Assassino La Volpe volta a ser chamado por seu nome italiano.

A Cruzada Secreta (2011)

2017-11-06 (2)

Lançado em meados de 2011, A Cruzada Secreta não é exatamente uma simples novelização de Assassin’s Creed 1 – É um prelúdio para Assassin’s Creed: Revelations, e isso se torna explícito no epílogo do livro. Este romance detalha quase toda a vida de Altaïr Ibn-La’Ahad, narrada pelo Assassino italiano Niccolò Polo. Depois de um breve segmento em que Niccolò fala com seu irmão, o livro começa não na primeira missão de Assassin’s Creed 1, mas 15 anos antes, quando, durante um cerco sarraceno a Masyaf, um Altaïr de 11 anos observa a execução de seu pai . Depois disso é que a novelização de Assassin’s Creed 1 de fato começa, e é curioso como esta é a mais fiel até agora. Renascença e Irmandade tomaram suas liberdades na adaptação de seus jogos, mas n’A Cruzada Secreta, a maioria das missões de Altaïr, e especialmente os diálogos, são exatamente como aconteceram no jogo. Parece quase um pedido de desculpas pelo fato de o jogo original não ter legendas.

Ao longo das primeiras partes do livro, obtemos não apenas adaptações do jogo, mas também flashbacks detalhando a infância de Altaïr e seu relacionamento com Abbas, e esses segmentos são realmente interessantes na minha opinião. Por sinal, esse romance realmente deixa explícitas as emoções de Altaïr. Eu sei que uma de suas características é ser uma pessoa racional que não deixa que seus sentimentos superem seu dever, mas no romance Altaïr parece um pouco mais humano (talvez tenha que ver com o fato de que no jogo não há cutscenes renderizadas, e nunca vemos suas emoções faciais tanto quanto ouvimos sua voz). Após a conclusão de Assassin’s Creed 1, o livro começa a contar os eventos do jogo de PSP, Assassin’s Creed: Bloodlines, no qual Altaïr encontra Maria e começa a escrever seu Codex. Novamente, a adaptação deste jogo é altamente fiel, então, se você não jogou Assassin’s Creed: Bloodlines, ler A Cruzada Secreta pode ser um substituto interessante.

Depois de do fim de Assassin’s Creed: Bloodlines, temos a oportunidade de explorar o fim da vida de Altaïr, que mais tarde seria parte de Assassin’s Creed: Revelations. No entanto, o romance vai ainda mais fundo do que o jogo em questão. Infelizmente, não há muito sobre o tempo de Altaïr na Mongólia (apenas um resumo breve do assassinato de Gengis Khan, que só seria retratado este ano, na segunda edição de Assassin’s Creed: Reflections), mas Niccolò descreve um pouco da vida de Altaïr entre Bloodlines e Revelations. Quando Altaïr retorna a Masyaf, os capítulos ainda são bastante diferentes da forma como são retratados no jogo Assassin’s Creed: Revelations. Aprendemos mais sobre os Assassinos da época, e até mesmo Malik dá as caras.

A tradução brasileira do livro, feita por Domingos Demasi e publicada em julho de 2012, não decepciona. O único termo estranho na narrativa é que o título de ‘Mentor’ foi traduzido como ‘Mestre’, o que é conflitante com ‘Master Assassin’/‘Mestre Assassino’, termo que acredito estar ausente do livro. Assim como na versão original em Inglês, A Cruzada Secreta não tem termos em nenhum idioma estrangeiro, e os únicos nomes de personagens a serem traduzidos são o do rei da Inglaterra, Ricardo I, e o de Barnabas, membro da Resistência em Chipre que foi traduzido como ‘Barnabé’.

Revelações (2011)

2017-11-06 (3)

Revelações retorna à vida de Ezio Auditore, desta vez em sua jornada para o leste, e ao contrário do jogo, no livro nós realmente vemos essa jornada. Depois de uma adaptação da cinematic inicial do jogo, aprendemos o que Ezio fez após Irmandade, como ele aprendeu sobre a biblioteca de Altaïr, e cada passo de sua viagem pelo Mediterrâneo, de Bari aAcre. A chegada de Ezio em Masyaf e o confronto com os templários bizantinos parece durar apenas um dia no jogo, mas aqui é muito mais detalhado, com Ezio se escondendo nas montanhas durante alguns dias para reunir forças antes de atacar.

Ao que mais tarde ele chega a Constantinopla, novamente vemos alguns estranhos momentos “videogamescos” neste livro. Embora, para ser honesto, o tutorial realmente sirva como uma boa introdução à situação política de Constantinopla, a leitura sobre Ezio aprendendo a respeito das defesas de esconderijo e fabricação de bombas ainda parece deslocada. Isso é compensado mais tarde pelas tumbas escondidas que Ezio explora. Em Assassin’s Creed II e Assassin’s Creed: Brotherhood, as tumbas eram apenas missões secundárias para desbloquear novas armaduras, mas no jogo Assassin’s Creed: Revelations elas fazem parte da história principal. No entanto, uma vez que eles são principalmente segmentos de gameplay em vez de enredo, o livro rapidamente encurta a maioria dessas missões. Logo Ezio encontra os Assassinos de Constantinopla, mas, além de Yusuf, eles não têm personalidades reais. Eles são apenas nomes que Ezio e Yusuf podem mencionar ocasionalmente como “Oh, eu disse a Dogan e Azize para cuidar disso”. No entanto, isso não prejudica a história, especialmente considerando que o jogo também não é muito diferente nesse aspecto. Novamente, o livro aprofunda a vida amorosa de Ezio, especialmente já que Revelações apresenta seu último interesse amoroso, Sofia. O livro coloca muita ênfase nos sentimentos crescentes de Ezio por ela, mas também seu receio em arrastá-la para a guerra entre Assassinos e Templários, e eu sinto que a química deles funciona muito bem.

Mas, deixando Ezio de lado, este romance, como o jogo, também tem bastante enredo a respeito de Altaïr. Todas as suas 6 missões são retratadas no livro e, em geral, são adaptadas fielmente e acontecem geralmente da mesma maneira que elas acontecem no jogo. No entanto, acho que é um tanto estranho que este livro retrate a vida posterior de Altaïr exatamente como no jogo, já que tudo aconteceu de forma tão diferente n’A Cruzada Secreta. Não vejo problemas com os livros contradizerem os jogos de vez em quando, mas é estranho ver dois livros contradizendo um ao outro.

No final do jogo (spoilers à frente), Ezio dá um monólogo, dirige-se a Desmond pelo nome, e então Júpiter mostra-se a Desmond no Vínculo Sincronizado (Synch Nexus). No livro, as coisas são ligeiramente diferentes, já que Desmond está completamente ausente (ele também não foi mencionado em Renascença quando Ezio conhece Minerva) e, em vez disso, é Ezio quem está assistindo Júpiter (embora ele se chame por seu outro nome, Tinia). Quando percebi pela primeira vez que a cena tinha sido incluída no livro, fiquei surpreso, porque não pensei que a cena faria sentido sem Desmond. No entanto, eu acho que não é tão ruim incluir isso, já que Aqueles que Vieram Antes e suas tecnologias continuarão presentes em todos os livros, então eu acho que é justo esclarecer um pouco o que são (presumindo que há pessoas lendo os livros que poderiam não ter contato com os jogos).

Por fim, depois que os eventos do jogo Assassin’s Creed: Revelations acabam, permanecemos com Ezio por uma quantidade considerável de capítulos originais, nos quais aprendemos sobre o casamento de Ezio com Sofia, seu retorno à Toscana e seus dois filhos, Flavia e Marcello. O livro termina com uma novelização direta do curta-metragem animado Assassin’s Creed: Embers, no qual Ezio conhece Shao Jun. Meu único problema com esta parte final do livro é que eu gostaria que o livro tivesse dado mais personalidade aos filhos de Ezio e mais explicações sobre a Caixa Precursora que ele dá para Jun.

A versão brasileira do livro, publicada no início de 2013, mais uma vez é feita por Domingos Demasi, o que mostra que a essa altura a editora já estava mais interessada na coerência de narrativa entre os livros. O termo ‘Mestre’ volta a ser substituído pelo original ‘Mentor’. Ao longo da história os personagens falam termos em Italiano, Turco, Grego e Chinês. Algumas das frases em línguas estrangeiras continuam sendo traduzidas pelos próprios personagens, mas em uma intensidade bem menor que em Irmandade. Pra completar, ao contrário da versão brasileira do jogo Assassin’s Creed: Revelations, o livro Revelações não traduz o nome dos personagens para suas versões aportuguesadas (com Suleiman em vez de Solimão, Palaiologos em vez de Paleólogo).


Renegado (2012)

2017-11-06 (4)

Renegado é tecnicamente o primeiro livro “original” da franquia, considerado por muitos como uma leitura obrigatória para os fãs e como o melhor da série de Oliver Bowden. Em vez de buscar recontar a história de Assassin’s Creed III, Renegado segue a vida de Haytham E. Kenway desde sua infância até sua aparição em Assassin’s Creed III, narrada pelo próprio Haytham através de seus diários. Uma vez que a maioria do livro não está no jogo, não há muito que eu possa dizer sobre o enredo sem muitos spoilers, então vou apenas comentar sobre a adaptação das seções que realmente vêm do jogo, que são as Sequências de 1 a 3 e de 8 a 11.

A primeira parte do livro é dedicada à infância de Haytham, a segunda retrata algumas de suas primeiras missões como Templário, e a terceira parte é onde o livro encontra o jogo. Depois de um capítulo em que Haytham obtém um par de lâminas ocultas, os eventos do jogo começam, embora os lentos tutoriais da Sequência 1 sejam extremamente encurtados (já que Haytham não é o personagem principal do jogo, há poucos momentos “videogamescos” neste livro, o que é bom). As Sequências 2 e 3 seguem praticamente exatamente como no jogo, mas com algumas diferenças. As conversas interativas que o jogador pode ter entre missões estão incluídas, algumas missões são ligeiramente alteradas para serem mais realistas, e o relacionamento de Haytham com Edward Braddock é um pouco mais relevante agora, já que Braddock já havia aparecido em partes anteriores do romance. Além disso, a aparição de Benjamin Franklin está ausente (no jogo ele era apenas um fanservice mesmo).

Depois que a Sequência 3 acaba, nós aprendemos mais sobre o relacionamento de Haytham com Ziio, embora não seja por muito tempo. Haytham logo viaja para a Europa, embora eu não pense que eu deveria estragar os detalhes para as pessoas que não leram. Ele retorna à América em 1758, mas os eventos de Assassin’s Creed: Rogue são completamente ignorados, já que este livro foi lançado quase dois anos antes desse jogo. Então, em vez disso, o romance salta 16 anos no tempo, de modo que a quarta parte começa em 1774. Haytham descreve vagamente o que ele fez durante esse tempo, e então se reúne com os outros Templários americanos, que lhe falam sobre o Assassino que apareceu durante a Festa do Chá de Boston. No jogo original, Haytham não reaparece até a Sequência 8, então pulamos para 1776 e o acompanhamos conforme ele descobre mais sobre seu filho, Connor. Os eventos da Sequência 8 em si são basicamente os mesmos, mas desta vez vistos da perspectiva de Haytham, então nós recebemos informações extras muito interessantes que aconteceram ao mesmo tempo. Depois disso, Haytham e Connor se conhecem e começam a trabalhar juntos, o que significa que o resto do livro é basicamente os mesmos eventos do jogo. (Spoilers à frente) Após o último capítulo do diário de Haytham, nós temos Connor narrando os eventos restantes em um epílogo, que consiste na batalha final de Haytham, na morte de Charles Lee, no retorno de Connor  a uma Kanatahséton deserta e, finalmente, ao seu famoso monólogo conforme ele enterra o amuleto de Haytham.

Renegado foi o primeiro livro da série a chegar no Brasil quase simultaneamente à sua publicação em Inglês, algo que se repetiria nos anos seguintes, incluindo o recente Juramento do Deserto. Renegado foi publicado antes mesmo que Revelações chegasse por aqui. A versão brasileira mais uma vez é feita por Domingos Demasi, e a grande maioria dos termos usados está de acordo com os jogos. O livro não contém expressões em línguas estrangeiras nem nomes aportuguesados de personagens.

Bandeira Negra (2013)

2017-11-06 (5)

Devo dizer que, ao reler e analisar o romance Bandeira Negra, fiquei surpreso com a quantidade de conteúdo original que encontrei. Teoricamente, esta é uma novelização com o mesmo enredo do jogo, mas ainda assim, muito do jogo é cortado enquanto o livro enfatiza suas novas partes, especificamente os eventos anteriores ao jogo. No geral, esta é a vida de Edward James Kenway antes, durante e depois de Assassin’s Creed IV: Black Flag, narrada por ele mesmo. Ao contrário de Renegado, porém, este não é narrado em tempo real, pois é um livro de memórias que Edward escreve para um personagem específico (que acho que eu não deveria mencionar) muito depois dos seus anos de pirataria.

Depois de um breve capítulo relatando uma abordagem de navio específica, o livro começa em 1711, quatro anos antes de Assassin’s Creed IV: Black Flag, quando Edward encontra sua futura esposa, Caroline Scott, e mais tarde se torna um corsário para ficar mais rico e, mais importante, ser digno de Caroline. Embora eu tenha resumido isso rapidamente, esta primeira parte é bem comprida, já que realmente mergulhamos na vida de Kenway em Bristol, aprendendo sobre quem são as pessoas que ele conhece e como ele decidiu deixar a Inglaterra pela vida de corsário, e mais tarde, pirata. Por sinal, embora eu não exatamente desgoste de Edward no jogo, acho que suas motivações são esclarecidas bem mais neste livro, especialmente em relação aos seus sentimentos por Caroline, e acho que ele se torna um personagem mais cativante. Sua frustração em não poder melhorar na vida é constante.

À medida que o livro prossegue, os eventos do jogo acontecem de forma praticamente idêntica, mas com algumas diferenças notáveis. Primeiro, como uma observação, Edward nunca parece ter habilidades de parkour, o que é interessante porque muitas pessoas já defenderam que Edward não deveria tê-las logo no início do jogo. De qualquer forma, mencionei sobre os livros anteriores que senti que eles tinham alguns momentos “videogamescos” bem estranhos que não mereciam estar em um livro. Bandeira Negra é diferente, porque desta vez Oliver Bowden se livrou de todos eles. Os tutoriais das sequências iniciais são majoritariamente ignorados, ou apenas encurtados. As Sequências 6 e 7 do jogo foram simplesmente cortadas do romance. Ambas são inteiramente dedicadas a Edward ajudando a manter a República Pirata em Nassau, então, como elas não têm nada a ver com o Sábio ou o conflito entre Assassinos e Templários, eu entendo por que elas foram cortadas do livro. Tudo o que resta são suas respectivas cutscenes de introdução, para que saibamos o que está acontecendo em Nassau. O fato de que tanta coisa foi cortada ajudou com a alta porcentagem de conteúdo novo. Depois que os eventos do jogo acabam, ainda há alguns capítulos em que Edward volta a Bristol e lida com seus antigos inimigos. O capítulo final do livro conecta-o diretamente a Renegado, com menções explícitas a certos personagens centrais.

A tradução de Bandeira Negra foi feita por Ryta Vinagre. Novamente, há bem poucos termos em línguas estrangeiras como o Espanhol, e os nomes aportuguesados se limitam a nomes de reis europeus. Ao contrário da versão brasileira do jogo, no entanto, os nomes de navios em Inglês permanecem em Inglês (como ‘Jackdaw’ em vez de ‘Gralha’, ou ‘Queen Anne’s Revenge’ em vez de ‘Vingança da Rainha Ana’).

Unity (2014)

2017-11-06 (6)

Unity é bastante semelhante a Renegado em suas premissas e estruturas de enredo. Ambos têm como protagonista o principal aliado Templário de seus respectivos jogos (que por um acaso tem um desejo de unir Assassinos e Templários), ambos são narrados em primeira pessoa e em tempo real através do diário do protagonista, ambos os protagonistas têm histórias de origem semelhantes, ambos têm muitos conteúdos que antecedem os eventos dos jogos e ambos possuem apenas metade das Sequências de DNA originais (Spoilers: Além disso, ambos os protagonistas têm histórias trágicas parecidas, ambos têm finais semelhantes e prólogos e epílogos escritos pelo protagonista Assassino de cada jogo). Tenho a sensação de que não há nada que eu possa adicionar, mas se você ainda estiver lendo, você deve gostar de textões, então vou continuar.

A premissa deste livro é descrever os eventos de Assassin’s Creed: Unity (o jogo) através dos olhos de Élise de la Serre. No entanto, de vez em quando, esses eventos são intercaladas por curtos segmentos escritos por Arno Dorian, em que ele frequentemente comenta seu ponto de vista a respeito do que ela acabou de narrar. De qualquer maneira, depois de um prólogo de Arno, o livro começa com uma Élise de 10 anos, lembrando como ela começou a ser treinada por seus pais para se juntar à Ordem dos Templários. Depois que esta primeira seção acaba, o livro pula para 1787, quando a maior porção de conteúdo exclusivo começa, com Élise se aventurando em uma missão própria, que eu prefiro não detalhar muito (embora eu possa dizer que o livro se conecta diretamente com Renegado). E embora eles ainda não estejam juntos, a essa altura aprendemos mais sobre os sentimentos de Élise e Arno um pelo outro.

Passam-se dois anos e os eventos do jogo, juntamente com a Revolução Francesa, começam. Élise tem apenas pequenas aparições nas primeiras Sequências do jogo, e elas são igualmente breves neste livro. Então, em vez disso, esta seção apresenta vários capítulos com ela lidando com a Revolução e tentando assumir o controle da Ordem dos Templários, como é seu direito. Mais tarde, Élise se reúne com Arno e o livro coincide com o jogo, começando pela Sequência 6. As missões do jogo são fielmente adaptadas, mas, como em Bandeira Negra, algumas sequências são ignoradas. As Sequências 6 e 7 estão no livro, já que é aí que Élise e Arno começam a trabalhar juntos, e quando ocorre um importante ponto da trama. Mas, embora o jogo tenha vários antagonistas, o romance ignora os menores e se concentra apenas no vilão principal, o que significa que o livro vai da Sequência 7 diretamente para a segunda metade da Sequência 10, então os eventos nesse intervalo são meramente mencionados por Élise. Depois que o romance termina, há um epílogo narrado por Arno, no qual ele descreve o resto da trama, e (spoilers à frente) realiza uma pequena viagem para tentar retornar à Irmandade.

Acho curioso como Unity é o único livro da série a manter o seu título em Inglês, em vez de Português. Creio que isso foi feito porque ‘Unidade’ e ‘União’ não seriam títulos muito impactantes. A tradução novamente é feita por Ryta Vinagre. O livro contém alguns poucos termos em Francês, em especial nomes de tratamento como ‘monsieur’ e ‘mademoiselle’, e a tradução brasileira os mantém.

Submundo (2015)

2017-11-06 (7)

Submundo deveria ser uma prequel de Assassin’s Creed: Syndicate. Em vez disso, é uma prequel que por algum motivo mais tarde se transforma em uma novelização parcial. De qualquer forma, este romance é dividido em três partes, sendo a terceira muito distinta das outras duas. As primeiras duas partes se passam principalmente em 1862, e se concentram no assassino conhecido como O Fantasma (nome real: Jayadeep Mir, conhecido no jogo como Henry Green). No entanto, este é o primeiro romance a descrever a perspectiva de mais de um personagem: além do Fantasma, passamos muito tempo com seu tutor Assassino Ethan Frye e o policial Frederick Abberline, que está no meio de uma investigação e constantemente cruza seu caminho com a missão secreta do Fantasma. Estas duas primeiras partes do livro têm um tom muito distinto do jogo. Primeiro, parece-se com uma história de detetive, tanto por causa de Abberline quanto porque há momentos não-lineares e flashbacks que lentamente revelam quem é o Fantasma. E em segundo lugar, essa história é diferente porque o Fantasma é um Assassino não-letal. Um dos principais pontos do enredo é que ele se recusa a matar, o que frequentemente desagrada Ethan. Além disso, em termos de história, Assassin’s Creed: Syndicate é indiscutivelmente o mais leve (até mesmo mais clichê) jogo Assassin’s Creed até agora, e Submundo é incrivelmente sombrio em comparação. O Fantasma percorre favelas, vive na pobreza, testemunha crimes terríveis e a morte de inocentes, enquanto Assassin’s Creed: Syndicate  parece uma versão feliz e sanitarizada da Londres vitoriana. Não me interpretem mal, eu não acho que o tom de Assassin’s Creed: Syndicate seja essencialmente ruim, mas certamente é muito diferente de Submundo, e ambos deveriam ser títulos separados. Estranhamente, a Ubisoft não pensa assim, e também inclui Assassin’s Creed: Syndicate dentro deste romance, resultando em um livro com dois tons muito contrastantes.

Como eu disse, a história do Fantasma é o foco das duas primeiras partes do livro, mas a terceira é uma novelização da história de Evie Frye em Assassin’s Creed: Syndicate. A segunda parte termina com uma espécie de cliffhanger, o que acho que faz um prelúdio muito bom para Syndicate, então eu estaria satisfeito se o livro acabasse aí. Mas ele continua por algum motivo. No começo da terceira parte, Jayadeep abandona seu codinome Fantasma e, como visto no jogo, adota o nome Henry Green por razões não muito claras. Ethan Frye não aparece em Syndicate, e Abberline é apenas um personagem menor (especialmente no enredo de Evie), então isso significa que eles são rapidamente jogados para fora do enredo em um par de capítulos muito decepcionantes.

Quanto à novelização em si, como ela se concentra em Evie, apenas oito missões são realmente adaptadas. As conquistas de Jacob e o crescente domínio de sua gangue sobre Londres são simplesmente mencionados entre os capítulos. No entanto, as cenas e monólogos de Crawford Starrick entre cada Sequência do jogo também estão incluídos no livro. Além de tudo isso, os únicos elementos do jogo que entraram no romance são as cutscenes desbloqueadas pela coleta das flores prensadas em Londres. Como vocês talvez saibam, essas cutscenes apresentam um ponto de enredo fundamental no arco de Evie Frye, então com boa razão, elas estão incluídos no epílogo do livro.

A tradução brasileira do livro ficou por conta de Ana Carolina Mesquita, a mesma tradutora de Renascença. Um ponto que me distraiu um pouco ao ler o livro foi que a letra ‘O’ antes de ‘O Fantasma’ estava sempre em maiúscula, mas acredito que isso também acontece na versão em Inglês do livro, então não é bem culpa da tradução. Um termo, no entanto, que causa bastante estranhamento é o nome da gangue de Jacob: Rooks. Ao longo da saga Assassin’s Creed, há um simbolismo muito forte conectando os Assassinos a aves em geral. No caso de Assassin’s Creed: Syndicate, o nome da gangue mantém esse simbolismo, pois ‘rook’ é o nome de uma espécie de gralha (o símbolo da gangue, inclusive, é uma ave). A versão brasileira do jogo manteve o termo em Inglês, mas a versão brasileira do livro traduziu-o como ‘Torres’. Essa confusão se dá porque ‘rook’ também é o nome dado às torres do jogo de xadrez, então já que Evie em um certo momento faz um trocadilho dizendo que Jacob não é bom em xadrez, entendo porque a tradutora optou por esse termo. Mesmo assim, apesar de essa inconsistência na tradução não ser a pior coisa do mundo, eu gostaria que a tradução do jogo e do livro tivessem uma maior coordenação entre si.


E os outros livros?

Livros ilustrados de Christie Golden

AC ilustrados

Barba Negra: O Diário Perdido” e “Abstergo Entertainment: Dossiê do Funcionário” são dois livros ilustrados de capa dura ilustrados ligados a Assassin’s Creed IV: Black Flag e Assassin’s Creed: Unity, respectivamente. O primeiro detalha Assassin’s Creed IV: Black Flag através dos olhos de Ed “Barba Negra” Thatch, o que significa que a história neste livro tem pouco a ver com o conflito entre Assassinos e Templários. Em vez disso, este livro deve ser mais interessante para as pessoas que querem saber mais sobre a Era de Ouro da Pirataria em si. O Dossiê do Funcionário, por outro lado, é o mais próximo que há a uma história moderna em Assassin’s Creed: Unity. Uma parte do livro apresenta o projeto geral da Abstergo Entertainment, e a maior parte do resto é de textos e anotações sobre os eventos de Assassin’s Creed: Unity, e a vida de Robert Fraser, o funcionário da Abstergo encarregado de reviver as lembranças de Arno. Ambos os livros têm histórias curtas, mas o seu maior atraente não é o enredo mesmo – são suas belas ilustrações e artes conceituais. Eu não diria que esses livros são essenciais, eles são apenas informações extras para pessoas que gostam de mergulhar no mundo Assassin’s Creed.

Série Last Descendants, de Matthew J. Kirby

Last Descendants

Esta série é uma trilogia de romances com enredos inéditos no universo Assassin’s Creed, não vinculados a nenhum jogo. Seus três volumes são “Revolta em Nova York”, “O Túmulo do Khan” e o ainda não lançado “Fate of the Gods” (Destino dos Deuses). A história é focada no gênero de histórias adolescentes, mas, surpreendentemente, isso não significa que haja uma falta de maturidade em comparação com outros títulos da franquia. A trama é centrada nos Estados Unidos atuais e tem um grupo de adolescentes que visitam a vida de seus ancestrais através do Animus. Ainda não terminei o primeiro volume, mas eu pessoalmente gosto de como o romance trabalha as relações entre cada adolescente e seus antepassados, e também uns entre os outros.

Heresy, de Christie Golden

O único desta lista ainda não lançado no Brasil, este é outro romance inédito que não tem relação com nenhum jogo específico. Em vez disso, até onde eu sei, ele serve como um prelúdio para o filme Assassin’s Creed, pois conta com a presença de Alan Rikkin e o novo Animus de “garra”. Seu enredo segue o Templário Simon Hathaway, que se torna chefe da Divisão de Pesquisa Histórica do Inner Sanctum após o término de Assassin’s Creed: Syndicate. Através do Animus, ele revive a vida de um antepassado dele, que lutou ao lado de Joana d’Arc. Como o livro ainda não foi traduzido, não tive a chance de lê-lo, então temo não ter muito para comentar sobre ele.

heresy+filme

O Livro Oficial do Filme, de Christie Golden

Como o título diz, este livro segue a mesma história que o filme, mas narrada com alguns detalhes extras, em particular colocando mais foco nas histórias de cada personagem, tanto nos tempos modernos quanto nos históricos. A principal novidade que este livro tem para oferecer, porém, fica depois da história: há quatro contos originais separados chamados ‘Regressões’, seguindo cada um dos Assassinos que vemos nas instalações da Abstergo em Madri (Nathan, Emir, Moussa e Lin) e seus antepassados, que são todos personagens já conhecidos de Assassin’s Creed. A primeira história se passa em Londres, 1714, e apresenta Duncan Walpole pouco antes dos eventos de Assassin’s Creed IV: Black Flag. A segunda segue a infância de Yusuf Tazim, desde a sua chegada a Constantinopla em 1475 até 1482. A terceira história segue Baptiste em Cap-Français, 1758, oito anos antes da sua aparição em Assassin’s Creed III: Liberation. A história final estrela uma jovem Shao Jun em Pequim, 1517, cerca de quatro anos antes de se juntar à Irmandade.

Juramento do Deserto (novo), de Oliver Bowden

Após o hiato do ano passado, Bowden volta a escrever romances de Assassin’s Creed. Este novo livro está vinculado a Assassin’s Creed: Origins, e se trata de uma prequel que ocorre 21 anos antes dos eventos do jogo. De acordo com a sinopse, neste romance um Bayek adolescente parte em busca de respostas, sua jornada levando-o ao longo do Nilo e através de um Egito em tumulto, encarando os perigos e os mistérios do caminho dos Medjays. Todos os outros livros foram lançados em Inglês algumas semanas após o seu respectivo jogo, mas este foi lançado 17 dias antes do seu jogo, chegando ao Brasil apenas hoje. Considerando isso, este novo livro é 100% original, não seguindo o caminho de Submundo, que tenta ser uma prequel e uma novelização ao mesmo tempo. Leia aqui o primeiro capítulo do livro, em Português.

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8 Comments

    • Olá e obrigado, Manoel! 🙂
      Infelizmente, até o momento não há nenhuma informação de tradução e lançamento para o Brasil. Eu espero que o livro seja publicado por aqui, mas considerando que os livros que vieram depois do Heresy (o livro do Filme, Túmulo do Khan e Juramento do Deserto) já estão no Brasil, eu tenho minhas dúvidas.
      Mas bem, se houver algum anúncio a respeito do livro, com certeza publicaremos sobre aqui no blog! ^^

  1. Iaê pessoal tudo bem? A quantidade de informações que a gente obtém por vocês é imensa, parabéns pelo site que é maravilhoso.

    Eu vi em um grupo no facebook e acho que renderia um bom post,pois não me lembro de ter visto algo do tipo aqui nesse site: vocês poderiam fazer um post contando toda a ordem cronológica do universo AC, contando as hqs, livros, filmes séries e etc? Seria bom pra melhorar nosso entendimento. Por favor <3

  2. bem, novelização é isso mesmo: é o roteiro da obra original acrescido de um ou outro detalhe a mais.
    gosto muito de todas as novelizações e dos livros em geral, de como expandem a completam história de AC como um todo.
    acho indispensáveis.

  3. S E N S A C I O N A L
    não tem outra palavra para definir essa matéria;;; show.. espetacular,, muito legal e concordo com praticamente tudo o que foi escrito…
    comecei no universo do AC pelos livros e depois fui para os jogos…
    mais uma vez esse blog nos trouxe uma matéria que nos prende do inicio ao fim… super fã do trabalho de vocês.

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