[RUMOR] Arte conceitual de artista da Ubisoft sugere um possível projeto de Assassin’s Creed passado na época dos vikings

Agora que a expansão Os Ocultos foi lançada, parece que a temporada de rumores sobre o próximo Assassin’s Creed finalmente começou! Alguns dias atrás já surgiu o rumor de que o próximo jogo teria o título Assassin’s Creed: Dinasty, algo que o jornalista Jason Schreier (responsável pelo vazamento de Assassin’s Creed: Black Flag, Unity, Rogue, Syndicate e Origins, assim como Watch Dogs 2) mais ou menos confirmou.

Agora um projeto diferente parece ter emergido na Internet: o artista italiano Michele Nucera, que trabalha no estúdio da Ubisoft em Milão, postou a imagem acima em seu portfólio no site ArtStation. A ilustração retrata um barco viking, também conhecido como dracar, tripulado por vários homens, entre eles um encapuzado. A imagem recebeu o título ambíguo de “Vikings Village” (Vila de vikings). No entanto, a URL da imagem apresenta um título um pouco mais revelador: seria Assassin’s Creed: Ragnarok o título de um futuro jogo da franquia?

De acordo com a URL da imagem, Ragnarok é o subtítulo do possível jogo
De acordo com a URL da imagem, Ragnarok é o subtítulo do possível jogo

Vale lembrar que de maneira alguma esta arte conceitual confirma a existência de um jogo novo. É bem mais provável que seja ainda um projeto (sendo uma franquia semi-anual, vários títulos Assassin’s Creed costumam ser desenvolvidos ao mesmo tempo). Agora, se o projeto continua de pé ou já foi cancelado, não temos como saber ao certo. Considerando que o ilustrador provavelmente teve permissão para postar a imagem antes de um anúncio oficial, é provável que o jogo não veja a luz do dia. Contudo, o título oficial da ilustração não menciona a franquia Assassin’s Creed, portanto não seria muito implausível supor que a presença do título “assassinscreedragnarok” na URL possa ser um deslize do criador.

Outras ilustrações de Nucera (aqui e aqui) também parecem ter relação com o mundo viking, embora não tenham nenhuma menção ao título “Ragnarok“. O estúdio em que Nucera trabalha, em Milão, já colaborou no desenvolvimento de Assassin’s Creed IV: Black Flag e Assassin’s Creed: Rogue, e comandou a adaptação de Assassin’s Creed III: Liberation para consoles, sob o título Liberation HD.

À esquerda, a ilustração "Vikings are coming"; à direita, "Berserker", primeira arte conceitual do projeto de Michele "The Guardians"
À esquerda, a ilustração “Vikings are coming”; à direita, “Berserker”, primeira arte conceitual do projeto de Michele “The Guardians”

O Ragnarök e os vikings

O nome Ragnarök se refere a um grande evento da mitologia nórdica, uma guerra que resultaria na morte dos deuses e no fim do mundo como o conhecemos, que então seria repovoado por Lif e Lifthrasir, um casal de humanos sobreviventes. Decerto este seria um conceito interessante para se incorporar na mitologia de Assassin’s Creed. A Primeira Civilização que já conhecemos no universo de Assassin’s Creed está repleta de referências às mitologias grega, romana, egípcia e bíblica. Portanto, a adição de elementos nórdicos seria muito bem-vinda.

Quanto aos fatos históricos, os famosos vikings foram guerreiros e piratas nativos da Escandinávia, que exploraram ou invadiram boa parte da Europa e até mesmo da América do Norte, entre os Séculos VIII e XI. Historicamente, os vikings já estavam extintos quando a verdadeira Ordem dos Assassinos (Hashshashins) foi criada no Oriente Médio. Porém, no ano passado tivemos o lançamento de Assassin’s Creed: Origins, que confirmou que a versão fictícia da Irmandade dos Assassinos foi criada nos anos 40 a.C., no Egito Ptolomaico. Portanto, a presença de Assassinos na época dos vikings não é mais implausível, até porque o cânone da série mostra que a Irmandade já havia se expandido para a Europa durante a Idade Média, antes mesmo da queda de Masyaf em 1257.

Este possível jogo também não seria a primeira empreitada da franquia Assassin’s Creed no mundo viking. Na trilogia de livros Last Descendants, o adolescente Sean Molloy, em busca de um Pedaço do Éden, visita as memórias de seu ancestral Styrbjörn, o Forte, herdeiro do trono da Suécia que viveu no Século X. Assim como outros heróis escandinavos (como Ragnar Lodbrok, popularizado pela série de TV Vikings), a existência de Styrbjörn é incerta, e sua vida é uma mistura de fatos e lendas. Styrbjörn é um personagem coadjuvante no livro O Túmulo do Khan, e um personagem central no último livro da trilogia, Fate of the Gods, ainda sem previsão de lançamento no Brasil. Para informações sobre esses e outros livros, confira nosso artigo sobre as diferenças entre livros e jogos.

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