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[SPOILERS AC ODYSSEY] Vazam primeiras imagens do jogo! Confira análise

Na manhã desse domingo, 10 de junho, e apenas um dia antes da conferência da Ubisoft na E3, vazaram as primeiras imagens do recentemente anunciado Assassin’s Creed: Odyssey, encontradas pelo site Gematsu nos fóruns de GamePro.de e aparentemente retiradas de uma build para a E3. Aqui está a minha análise do que essas imagens revelam e também acerca do que podemos deduzir até agora sobre o jogo. Vamos então dar aquela conferida em primeira mão no Odyssey!

De cara já são bem perceptíveis as semelhanças com Assassin’s Creed Origins, o que faz sentido considerando que os jogos usam a mesma engine e certamente foram desenvolvidos ao mesmo tempo e em paralelo pelos estúdios da Ubisoft, levando em conta a forma que os mesmos costumam trabalhar (sobre a qual já estou escrevendo um outro post). Porém, faria ainda mais sentudo se os jogos tiverem alguma conexão entre eles, como a teoria que vem surgindo de que Origins e Odyssey na verdade fariam parte de uma trilogia. Sendo ou não o caso, o fato de haver algumas semelhanças na interface ou mecânicas não é de todo ruim, pois é mais do que certo que muita coisa foi atualizada e até mesmo melhorada, como é de costume da Ubi entre jogos que possuem a mesma engine, como por exemplo: Assassin’s Creed 2 e Brotherhood, Black Flag e Rogue, ou Unity e Syndicate.

A árvore de habilidades semelhante a do Origins, e assim como o mesmo, aparentemente, possui três pilares. É possível observar as habilidades de Caçador e ASSASSINO (e aqui é muito interessante ver a denominação “Assassino” sendo usada e um pilar exclusivamente para ela, quando no Origins, as habilidades de Assassino pertenciam a outros pilares). Infelizmente não é possível observar qual é o terceiro, pois está coberto pela janela sobreposta, mas obviamente é Guerreiro. Além dos pilares, também podemos ver uma área voltada pra combate próximo e distante. É citada uma “lança de Leonidas” que pode tanto ser um nome figurativo para a arma, quanto de fato ter pertencido ao mesmo, o que particularmente me deixa bem curiosa (e hypada) a respeito do tempo histórico e se chegaremos a vê-lo. No canto inferior esquerdo, há agora a  opção de salvamento rápido e no direito resetar skills. Ao fundo, não vemos um layout característico do Animus com pontos ou linhas, mas sim colunas e arquitetura grega… Me pergunto o motivo dessa “troca” além do set histórico, e se foi de fato uma troca.

Além do personagem jogável de visual espartano em seu cavalo e o belo cenário e esquema de cores, nessa imagem, vemos no canto superior a “bússola” de navegação semelhante ao Origins, outra vez teremos um HUD mais limpo e focado na exploração. Ainda na parte superior, à direita vemos o que parece uma missão envolvendo campos de rebeldes. Logo abaixo, no canto inferior direito, é citada a Ilha de Delos e um líder Ateniano. Não é novidade que esse é provavelmente o jogo situado mais atrás no passado até hoje na franquia, e pelo pouco revelado aqui, é bem provável que o jogo se passe durante a guerra do Peloponeso (como um rumor sugeriu), que foi um conflito armado entre Atenas e Esparta, de 431 a 404 a.C. Se for o caso, provavelmente não veremos Leonidas… A menos que haja um flashback de algum período anterior em algum momento.

Aqui vemos o nosso novo personagem jogável mais de perto, e de fato, ao contrário de Bayek, ele não possui um escudo, como eu já havia observado na análise do teaser. Porém, o escudo pode ser um íten opcional no combate. Vemos também uma cutscene onde o personagem dialoga com uma mulher de nome Kyra, que diz: “Um dia eu irei atirar uma flecha no coração negro dele. Uma para cada família Délia que ele destruiu”. Resta saber se essa mulher estará presente na histórioa principal ou se é apenas uma civil que o nosso personagem ajuda.

A mecânica da águia para encontrar os objetivos que tivemos com Senu  também está de volta (e esperemos que com um bom motivo). Aqui estamos nas ruinas de Cynthus, localizado ainda na Ilha de Delos. A missão “Kyra com uma causa” solicita a destruição de suprimentos de guerra e armas Atenianas, bem como que o jogador encontre Ainigmata Ostraka. Traduzindo livremente, seria “pedaços de cerâmica enigmáticos” (ou “do enigma”). Ostrakon era como se dizia “vaso” em grego antigo. Em Atenas havia o costume de guardar pedaços de vasos quebrados, para serem usados como cédulas quando se votava o exílio de algum cidadão. Os votantes pegavam um caco de vaso (ostrakon) e escreviam nele o nome de quem deveria ser exilado. Por isso mesmo, esse exílio se chamava ostracismo (Informações fornecidas pelo leitor Fernando Cardoso).

No mapa, que árece ser bem extenso e com foco na navegação, chegando inclusive a lembrar bem vagamente o mapa do Black Flag. A missão “Problemas no Paraíso” solicita que o jogador mate os Atenianos. Aqui podemos ver várias localidades, sendoas ilhas de Delos Mykonos já liberadas. Há também, dá esquerda pra direita: Arkadia, Argolis, Keos, Samos, Messenia, Lakonia, Hydrea, Seriphos, Paros, Naxos, Kos, Kythera, Melos, Thera, Anaphi e Nisyros. 

Não há muito o que se observar nessa a não ser um combate aparentemente aos moldes do Origins, aqui no caso com o personagem portando seu arco e com foco em longo alcance, enfrentando múltiplos inimigos. As barras de vida permanecem e, aparentemente, o ataque especial também.

Aqui no inventário vemos a pontuação de dano em cada pilar de habilidades, bem como a da barra de vida e da armadura. Dentre os itens equipados está um capuz que visivelmente se assemelha a o de um Assassino, embora não possua o clássico bico na ponta. Isso, somada a existência de um pilar exclusivo, deixa claro que vamos jogar com um Assassino de fato. Vale sempre lembrar que os Assassinos já existiam antes do Origins, em outras organizações e com outros nomes, e que Bayek fundou a Irmandade que mais tarde seria a Levantina, que vemos no AC1 e que o Altair reforma. A opção de remover o capuz e/ou qualquer equipamento de cabeça também está de volta.

Chegamos às tão polêmicas opções de diálogo e a preocupação sobre o quão livres estaremos para alterar os acontecimentos… E se sequer poderemos alterá-los. Vendo por essa imagem, onde as opções dadas pelo jogo são: “Que ordens você me daria?” ou “Vamos planejar nosso próximo movimento”, aparentemente não muda muita coisa, o que faz todo sentido, uma vez que o conceito mais básico da franquia é o de que estamos revivendo memórias, coisas que JÁ ACONTECERAM, portando, não seria possível alterar eventos. A não ser que neste jogo em especial não tenhamos um tempo presente, ou… Bom, se você ouviu as mensagens das tumbas do Origins sabe o que pode vir a acontecer com o Animus.

Uma pequena embarcação como as feluccas do Origins, em um sistema de navegação que parece praticamente o mesmo. Porém, considerando o que eu já disse e o mapa do jogo, acredito que em Odyssey teremos um foco muito maior em navegação, já que saão várias ilhas. As especificações de missão no canto superior esquerdo são as já citadas acima na imagem da águia.

Aqui o que parece uma finalização feita com lança, ou talvez a remoção dela, se for uma mecânica. Mesma missão em Cynthos.

Combate corpo-a-corpo, com a trava em um único inimigo. No canto superior “Forte Miltiades”. Milcíades, o Jovem (550 a.C. — 489 a.C.) foi um general (estratego) helênico nascido em Atenas. Comandou a vitória sobre os persas em Maratona, que livrou a Grécia de um poderoso ataque pelas forças de Dario I por volta de 490 a.C.. No princípio do século V a.C. transformou Atenas na maior potência da antiga Grécia. Ainda na parte de cima, à esquerda, a missão: “Corações Sangrando e Dinheiro Roubado” solicita o saqueamento do baú da nação da Ilha Delos.

Mais uma imagem de combate próximo contra um soldado Ateniano. Mesma missão do anterior. Será que o fato dele não ter um escudo sugere um combate com base em contra-ataques ao invés de defesa? Seria interessante.

Personagem jogável visto de perto. Aqui ele veste uma capa característica espartana. Aqui, por sua vez, as opções de diálogo oferecidas pelo jogo parecem apontar pra ações diferentes, sendo elas: “Todo mundo morre” ou “Nós iremos vingar seus irmãos” (se referindo à morte dos mesmos).

Combate naval, aparentemente semelhante ao do Origins. Particularmente, esse mar me lembrou mais o Black Flag. No canto superior esquerdo, a missão: “A Maneira de Thaletas“, solicita a destruição de embarcações Atenianas. Thaletas ou Thales of Crete foi um músico e poeta grego, de acordo com as poucas informações que encontrei.

Uma bela e estonteante paisagem. Olhem essas cores! Nada a acrescentar em análise pra essa imagem, mesma missão de Kyra. Mas vale estar na lista pela beleza. Palmas pros designers da Ubisoft!

Ao que tudo indica poderemos ter nosso próprio navio e tripulação como no Black Flag, ao invés de missões isoladas como tivemos com Aya, uma vez que na imagem aparece a opção para atracar o navio. A mesma missão da imagem anterior, pede que o jogador Volte para Thaletas e informa que a destruição de navios Atenianos vai ajudar reforços espartanos.

Por fim uma imagem de tirar o fôlego da nossa mais nova águia companheira voando até uma das ilhas. Outra que vale apreciar pela beleza e fecha esse post com chave de ouro.

 

Essa foi minha análise, espero que tenham gostado. Sintam-se livres para adicionar observações que eu não tenha feito e outras informações nos comentários. E aí, novices? Ansiosos?

Espera-se que a Ubisoft revele oficialmente Assassin’s Creed Odyssey durante sua coletiva de imprensa E3 2018 em 11 de junho às 17 hrs. No entanto, também é possível que ele seja lançado mais cedo na conferência de imprensa da Microsoft hoje, como aconteceu com Origins ano passado. Então fiquem ligados!

Fonte: Gematsu (em inglês).

 

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